Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, recebe apoio do Novo e do Republicanos | Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, voltou a defender nesta quinta-feira (8) o fim da reeleição e afirmou que, se vencer a disputa pelo Palácio do Planalto, pretende fazer com que a mudança já alcance um eventual governo dele. Sobre um eventual aumento do mandato presidencial de quatro para cinco anos, Flávio Bolsonaro…
O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, voltou a defender nesta quinta-feira (8) o fim da reeleição e afirmou que, se vencer a disputa pelo Palácio do Planalto, pretende fazer com que a mudança já alcance um eventual governo dele.
Sobre um eventual aumento do mandato presidencial de quatro para cinco anos, Flávio Bolsonaro afirmou que a definição dependerá do Congresso.
“Não tem que valer só para o futuro. Para mim, tem que valer já no meu mandato. Se serão quatro ou cinco anos, se também vai valer para governador e prefeito, isso o processo legislativo é que vai definir”, afirmou.
Flávio Bolsonaro disputa o segundo turno da eleição presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A votação está marcada para 25 de outubro.
Flávio diz que fala sobre mudar a Constituição ‘para redemocratizar o país’ se referia à reforma do STF e fim da reeleição
Na quarta (7), o candidato já havia afirmado que pretende usar o que chamou de “capital político” de um presidente recém-eleito para tentar aprovar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que acabe com a possibilidade de reeleição. Ele também afirmou que, se vencer neste ano, não pretende disputar um segundo mandato em 2030.
Nesta quinta, Flávio Bolsonaro reforçou que é autor de uma PEC sobre o tema e afirmou que pretende usar o “capital político” de um presidente recém-eleito para tentar aprová-la no Congresso.
“Mais do que um compromisso, eu assinei a PEC, sou autor da PEC e vou usar o capital político que um presidente recém-eleito tem para conseguir aprová-la no Congresso”, disse.
A mudança depende do Congresso porque as regras sobre reeleição estão previstas na Constituição. Flávio Bolsonaro disse nesta quinta que o processo legislativo definirá a duração dos mandatos e se a mudança valerá também para governadores e prefeitos.
O fim da reeleição já vinha sendo defendido pelo candidato antes do segundo turno. Em agosto, Flávio Bolsonaro negou ter negociado com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) um acordo sobre o tema em troca de maior engajamento na campanha. Na ocasião, disse que a proposta de acabar com a reeleição presidencial já era uma bandeira sua.
Mudanças na Constituição
A discussão sobre o fim da reeleição voltou à pauta nesta semana depois de Flávio Bolsonaro dizer que pretendia usar a maioria obtida por partidos de direita no Congresso para promover mudanças na Constituição caso fosse eleito.
Na quarta, questionado sobre a declaração, o candidato afirmou que se referia a propostas como mudanças no Judiciário e no Supremo Tribunal Federal (STF), redução da maioridade penal, alterações na reforma tributária e fim da reeleição.
Flávio Bolsonaro também voltou a falar em “redemocratizar” o país durante um evento de apoio do Republicanos à sua candidatura. Segundo ele, as instituições precisam “voltar a ser respeitadas”.



