Alagoas aparece em primeiro lugar no ranking nacional de mortalidade por doenças cardiovasculares, com 245,5 mortes por 100 mil habitantes. Os dados divulgados pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) colocam o estado à frente do Amapá, que registra 225,1 óbitos por 100 mil habitantes, e de Mato Grosso do Sul, com 220,4. ACOMPANHE O ALAGOAS…
Alagoas aparece em primeiro lugar no ranking nacional de mortalidade por doenças cardiovasculares, com 245,5 mortes por 100 mil habitantes. Os dados divulgados pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) colocam o estado à frente do Amapá, que registra 225,1 óbitos por 100 mil habitantes, e de Mato Grosso do Sul, com 220,4.
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O cenário preocupa porque as doenças cardiovasculares incluem problemas como infarto e acidente vascular cerebral (AVC), que estão entre as principais causas de morte no país. Especialistas apontam que as dificuldades para prevenir fatores de risco, identificar os problemas precocemente e garantir tratamento adequado ajudam a explicar parte das desigualdades regionais.
Por que Alagoas aparece no topo do ranking?
Segundo especialistas ouvidos na divulgação dos dados, as diferenças entre os estados podem estar relacionadas ao acesso aos serviços de saúde, tanto para controlar fatores de risco quanto para tratar complicações cardiovasculares.
A redução dessas desigualdades depende de medidas de prevenção, conscientização e acompanhamento médico. Além disso, também é necessária a ampliação do acesso ao diagnóstico e aos tratamentos necessários.
Entre os fatores que merecem atenção estão pressão alta, diabetes e colesterol elevado. O tabagismo, a obesidade e o sedentarismo também contribuem para o risco cardiovascular.
O controle dessas condições pode ajudar a prevenir complicações, especialmente quando ocorre antes do aparecimento de problemas graves.
Brasil registra uma morte a cada 72 segundos
O problema vai além de Alagoas. Dados divulgados pela Sociedade Brasileira de Cardiologia em 8 de outubro apontam que uma pessoa morre por doença cardiovascular no Brasil a cada 72 segundos. Isso representa uma média de aproximadamente 1.194 mortes por dia, ou cerca de 50 por hora.
Até as 11h de 8 de outubro, o país contabilizava 334.898 mortes por essas doenças em 2026, segundo os números divulgados pela entidade.
Número de mortes pode crescer até 2030
As projeções da SBC indicam ainda que o número anual de mortes cardiovasculares pode aumentar 10,8% até 2030 caso as tendências observadas nas últimas duas décadas sejam mantidas.
Em 2024, o Brasil registrou 417.550 óbitos relacionados a essas doenças. Nesse cenário projetado, o total poderá chegar a 462.573 em 2030. A estimativa não é uma previsão inevitável: a evolução dos fatores de risco, o acesso aos serviços de saúde e as medidas de prevenção podem alterar esse resultado.



