Vítima ficou ferida mas sobreviveu ao atentado |Reprodução / TV Pajuçara
O Tribunal do Júri de Maceió condenou, nesta quinta-feira (19), o agente de trânsito Natan Ivo Tomás da Silva a 4 anos e 9 meses de prisão por tentativa de homicídio qualificado. Além da pena restritiva de liberdade, o juiz Yulli Roter Maia, da 7ª Vara Criminal da Capital, determinou a perda imediata do cargo…
O Tribunal do Júri de Maceió condenou, nesta quinta-feira (19), o agente de trânsito Natan Ivo Tomás da Silva a 4 anos e 9 meses de prisão por tentativa de homicídio qualificado. Além da pena restritiva de liberdade, o juiz Yulli Roter Maia, da 7ª Vara Criminal da Capital, determinou a perda imediata do cargo público, reforçando que a gravidade do ato é incompatível com o serviço à sociedade.
O crime ocorreu em novembro de 2022, no bairro do Tabuleiro do Martins, durante um desentendimento relacionado a serviços de manutenção de energia elétrica na região.
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Dinâmica do incidente e julgamento
De acordo com os autos do processo, a confusão começou quando a vítima, o motorista de aplicativo Rommel Gomes Soares, questionou o agente sobre o trabalho de técnicos da Equatorial Alagoas. O depoimento da vítima aponta que, após uma agressão física inicial, o agente sacou a arma e efetuou um disparo à queima-roupa.
Os jurados decidiram pela condenação baseada em pontos cruciais:
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Motivo Fútil: A qualificadora foi confirmada pelo júri popular.
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Circunstâncias Agravantes: O crime foi praticado na presença dos filhos da vítima, o que aumentou a reprovabilidade da conduta.
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Regime de Pena: Inicialmente fixada em 14 anos, a pena foi reduzida para o patamar final devido ao crime não ter sido consumado (tentativa), sendo definida para cumprimento em regime semiaberto.
Perda do cargo público
O magistrado foi enfático ao decretar a perda da função pública do agente. Na sentença, destacou-se que a atitude do réu representou uma quebra de confiança extrema com a população, uma vez que ele utilizou uma viatura oficial para fugir do local após o disparo.
A vítima sobreviveu graças a uma placa de platina que já possuía na clavícula, que acabou desviando a trajetória da bala, evitando um desfecho fatal. Atualmente, Rommel passa bem, enquanto o processo segue agora para os trâmites finais de trânsito em julgado.



