Após mais de 20 anos, animal raro é ‘clicado’ no Sertão de Alagoas | Foto: Cortesia
Uma onça-parda foi flagrada por câmeras de monitoramento no Sertão de Alagoas, em um registro considerado raro e que não era confirmado no estado há mais de duas décadas. As imagens, captadas durante a noite, reacendem o debate sobre a presença de grandes predadores na Caatinga alagoana. LEIA MAIS NOTÍCIAS DA REGIÃO SERTÃO DE ALAGOAS…
Uma onça-parda foi flagrada por câmeras de monitoramento no Sertão de Alagoas, em um registro considerado raro e que não era confirmado no estado há mais de duas décadas. As imagens, captadas durante a noite, reacendem o debate sobre a presença de grandes predadores na Caatinga alagoana.
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O registro ocorreu durante atividades do Instituto SOS Caatinga, que há cerca de 20 anos acompanha a fauna da região. As câmeras foram instaladas em uma área de vegetação densa e, além da onça, também captaram outras espécies pouco vistas, como o veado-catingueiro, uma jaguatirica aparentemente gestante e a ave jacucaca.
Apesar disso, foi o felino que chamou atenção. Segundo o presidente da instituição, Marcos Araújo, trata-se de um macho adulto. Ainda assim, a baixa iluminação das imagens impede uma análise mais detalhada. Por isso, a equipe pretende intensificar o monitoramento para entender se o animal está apenas de passagem ou já ocupa o território de forma mais estável.
Até então, havia apenas relatos recentes da espécie em estados vizinhos, como Pernambuco e Sergipe. No entanto, a confirmação em Alagoas muda o cenário e é tratada como inédita pelos pesquisadores locais.
Além desse achado, o trabalho do instituto também vem revelando outros pontos relevantes. Recentemente, por exemplo, os pesquisadores identificaram uma caverna no município de Belo Monte que abriga cerca de 21 mil morcegos — um indicativo da riqueza ainda pouco conhecida da região.
Por outro lado, o avanço das pesquisas esbarra em limitações. Marcos Araújo destaca que, embora exista apoio do Ministério Público, o projeto ainda enfrenta dificuldades, principalmente pela falta de recursos e maior reconhecimento institucional.
Diante disso, o instituto tenta ampliar parcerias e investir em novos equipamentos. A ideia é simples: expandir o monitoramento e garantir que registros como esse não sejam apenas raridades isoladas, mas sinais de que a fauna local ainda resiste — mesmo sob pressão constante.



