Caiado promete “anistia ampla, geral e irrestrita” se eleito | Foto: Agência Brasil
O pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado, do PSD (Partido Social Democrático), destacou em seu discurso de lançamento da candidatura que Goiás foi o primeiro estado a dar atenção ao tema dos minerais críticos e a aprovar uma legislação própria voltada ao setor. LEIA MAIS NOTÍCIAS DA POLÍTICA NACIONAL E INTERNACIONAL ACOMPANHE O ALAGOAS…
O pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado, do PSD (Partido Social Democrático), destacou em seu discurso de lançamento da candidatura que Goiás foi o primeiro estado a dar atenção ao tema dos minerais críticos e a aprovar uma legislação própria voltada ao setor.
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“Quando ninguém falava em terras raras, foi o governo Caiado que em 2019 iniciou e avançou em pesquisas, e hoje é o único que explora e comercializa terras raras”, disse.
O estado, de fato, vem dando uma atenção especial ao tema.
Goiás abriga hoje a única mineradora que produz terras raras em escala comercial no Brasil, a Serra Verde, que conta com financiamento de instituições ligadas ao governo dos Estados Unidos e produz carbonato misto de terras raras.
O carbonato misto é um produto intermediário obtido após o processamento químico do minério, quando os elementos de terras raras são concentrados e separados das impurezas.
Ao produzir carbonato misto, a empresa já realiza parte do beneficiamento químico no Brasil, o que agrega valor ao produto, reduz o volume transportado e aumenta o potencial de desenvolvimento industrial, antes das etapas finais de separação individual dos elementos e fabricação de produtos como ímãs e componentes para veículos elétricos e turbinas eólicas.
Recentemente, o estado também firmou um memorando de entendimento com o governo dos Estados Unidos para ampliar parcerias no setor de minerais críticos. O acordo prevê, entre outros pontos, a concessão de benefícios tributários, mapeamento geológico conjunto e estímulo à agregação de valor em território goiano.
O acordo, que não cria obrigações jurídicas e não tem efeitos imediatos, foi visto com preocupação por integrantes do governo federal, que classificaram o movimento como uma forma de “paradiplomacia” e apontaram possíveis conflitos constitucionais, especialmente em temas como mapeamento geológico e parcerias comerciais exclusivas.
No setor privado, Goiás é visto como um dos estados mais proativos na disputa por investimentos em minerais críticos.
Em 2025, Caiado sancionou a lei que criou a Autoridade Estadual de Minerais Críticos, com o objetivo de coordenar políticas públicas, destravar projetos e atrair capital para o setor.
A legislação também autoriza a criação de Zonas Especiais de Minerais Críticos, áreas consideradas estratégicas que poderão contar com benefícios econômicos, fiscais e creditícios, além de prioridade em investimentos em infraestrutura de transporte, logística e energia.



