Quartel do Comando Geral da PM de São Paulo — Foto: Reprodução/Google Maps
Um capitão da Polícia Militar (PM) de São Paulo é acusado de abusar e assediar sexualmente a enteada, atualmente com 15 anos, e agredir a então esposa, mãe da adolescente. Neste mês, a Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público (MP) e o tornou réu por estupro de vulnerável contra a estudante. Além do crime de violência…
Um capitão da Polícia Militar (PM) de São Paulo é acusado de abusar e assediar sexualmente a enteada, atualmente com 15 anos, e agredir a então esposa, mãe da adolescente.
Neste mês, a Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público (MP) e o tornou réu por estupro de vulnerável contra a estudante. Além do crime de violência sexual, o oficial é acusado, em outro processo, por violência doméstica contra a ex-mulher. Neste caso, ainda não virou réu.
O PM responde aos dois crimes em liberdade. O nome dele não será publicado para não expor a adolescente menor de idade. O g1 não conseguiu localizar a defesa dele para comentar o assunto.
Segundo a acusação, os crimes sexuais contra a enteada e as agressões à ex ocorreram entre 2016 e 2021, quando a mãe da adolescente estava casada com o PM.
Os abusos contra minha filha começaram quando ela tinha 6 anos. Ela contou que ele simulava treinos de jiu-jistsu e esfregava o órgão sexual na minha filha. — Mãe da adolescente e ex do oficial
Fotos íntimas e agressões
Posteriormente, em 2025, quando as vítimas não moravam mais com o capitão, a estudante contou ter recebido pelo celular fotos íntimas do ex-padrasto, que estaria se passando por outra pessoa para assediá-la.
A ex relatou que o oficial a agredia constantemente e que se excitava ao vê-la chorando, obrigando-a a manter relações sexuais com ele depois.
Ele me dizia que me batia para me corrigir porque me amava. Ele me levava para a cozinha e todas as vezes que íamos conversar, ele deixava a arma em cima da mesa para me intimidar. Ele se esconde atrás da farda da PM.
— Ex-mulher do capitão da PM
Todas as denúncias foram levadas ao conhecimento da Polícia Civil e da Corregedoria da Polícia Militar, que abriram inquéritos para investigar o oficial. A Justiça concedeu medidas protetivas para a ex e sua filha proibindo o capitão de se aproximar ou manter contato com elas.



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