segunda-feira, março 16, 2026
spot_img

Caso Janadaris Sfredo: Após suspensão, julgamento de advogada acusada de homicídio é retomado


Marcos André de Deus Félix, 40 anos

Foi retomado no início da tarde desta quinta-feira, 14, o julgamento da ré Janadaris Sfredo, acusada de mandar matar o advogado Marcos André de Deus Félix, em crime ocorrido em 2014, na praia do Francês, em Marechal Deodoro. A suspensão temporária se deu por conta de um mal-estar sofrido por um dos jurados do Conselho…

Foi retomado no início da tarde desta quinta-feira, 14, o julgamento da ré Janadaris Sfredo, acusada de mandar matar o advogado Marcos André de Deus Félix, em crime ocorrido em 2014, na praia do Francês, em Marechal Deodoro. A suspensão temporária se deu por conta de um mal-estar sofrido por um dos jurados do Conselho de Sentença. A sessão ocorre no Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes, localizado no bairro Barro Duro, em Maceió.

O crime teria sido motivado por uma disputa judicial envolvendo uma pousada. O advogado foi surpreendido por dois homens armados, chegou a ser hospitalizado, mas morreu duas semanas depois, no Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (HUPAA). Os executores do crime já foram julgados e condenados. Agora, é a vez da acusada de ordenar o crime sentar no banco dos réus.

Leia mais: Acusado de participação em homicídio de advogado é condenado a 12 anos de prisão

Acusados de matar advogado no Francês são condenados a 24 anos de prisão

Acusação sustenta crime premeditado

O Ministério Público de Alagoas (MPAL) e a assistência de acusação sustentam que Janadaris agiu por motivo fútil — uma desavença ligada à reintegração de posse do imóvel — e que o crime foi praticado mediante emboscada. Segundo a acusação, a ré teria pago R$ 2 mil aos executores, valor que estaria comprovado por meio de extratos bancários, o que também considerado um agravante.

SIGA O ALAGOAS 24 HORAS NO INSTAGRAM

Testemunhas

Durante a retomada do julgamento, uma das testemunhas de acusação afirmou que a única razão para os desentendimentos entre Janadaris e a vítima era o processo judicial envolvendo a pousada. Segundo ela, Marcos André representava o proprietário do imóvel, que havia arrendado o local para Janadaris e seu então marido, os quais não estariam cumprindo com o pagamento do aluguel. A disputa resultou em ordem de despejo, favorável a Marcos.

Outro ponto que causou surpresa durante o depoimento foi o relato de que Janadaris teria, supostamente, oferecido R$ 300 mil para assassinar essa mesma testemunha — informação atribuída a um dos acusados do crime, que atuou como motorista na execução.

O julgamento tem sido marcado por momentos de tensão. Durante a sessão, o esposo de Janadaris foi convidado a se retirar do salão do júri após responder em tom elevado ao juiz responsável pelo caso, Geraldo Amorim.

Ao todo, 12 testemunhas devem ser ouvidas. Até o momento, duas já prestaram depoimento, e outras cinco ou seis ainda serão chamadas, segundo informações de bastidores.

O desfecho do julgamento agora depende do corpo de jurados, composto por sete pessoas, que decidirão se a ré é culpada ou inocente das acusações de homicídio qualificado.

A defesa de Janadaris Sfredo e a própria acusada optaram por não se manifestar antes do início do júri.

Entenda o caso

Janadaris Sfredo é acusada de mandar matar o advogado Marcos André de Deus Félix, de 40 anos, em março de 2014 na Praia do Francês, em Marechal Deodoro. Para executar o crime, ela teria contratado Juarez Tenório da Silva Júnior, Álvaro Douglas dos Santos e Elivaldo Francisco da Silva.

Inicialmente, o marido da acusada, Sérgio Sfredo, chegou a ser indiciado por envolvimento no crime. Contudo, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que ele fosse solto por ausência de provas.

O crime teria sido motivado por desentendimentos e disputas judiciais entre a acusada e a vítima. A desavença entre as partes teve início em 2010, após uma ação de despejo da Pousada Lua Cheia. Na oportunidade, Marcos André era advogado dos proprietários do estabelecimento e Janadaris representava os inquilinos no local, que perderam a causa.

Posteriormente, Janadaris passou a administrar a Pousada Ecos do Mar e foi morar vizinho à vítima. É relatado que o advogado tornou-se alvo de provocações e perseguições, que afetaram o seu cotidiano. A desavença teria resultado no crime.

Veja o histórico de matérias do Alagoas24Horas a respeito do caso:

Advogado é alvejado a tiros após surfar na Praia do Francês

Advogado baleado no Francês morre após 13 dias internado

Acusado confessa crime e diz que recebeu R$ 1 mil de empresário

PC apresenta detalhes da investigação sobre atentado contra advogado

Janadaris Sfredo é presa no aeroporto de Porto Alegre

Empresária acusada na morte de advogado é levada para sistema prisional de AL

Caso Sfredo: STF revoga prisão de acusado na morte de advogado

STF nega pedido de prisão domiciliar a acusada de mandar matar advogado em AL

PF pede prisão preventiva de advogados acusados de receber propina

Caso Janadaris: advogado preso diz que foi vítima de armação

Após prisões, audiência do caso Sfredo ocorre com novo juiz e advogados





Fonte: Alagoas 24h

Leia Também

- Publicidade -spot_img

ÚLTIMAS NOTÍCIAS