domingo, março 22, 2026
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Corpo de ator é enterrado em São Paulo


Foto: Reprodução/TV Globo

O corpo do ator Juca de Oliveira foi enterrado no Cemitério do Araçá, na Zona Oeste de São Paulo, neste domingo, 22. Os atores Irene Ravache e Taumaturgo Ferreira estiveram na cerimônia fúnebre, que também teve a presença da viúva do artista, Maria Luísa, e de Isabella, filha única, no último adeus. Juca de Oliveira…

O corpo do ator Juca de Oliveira foi enterrado no Cemitério do Araçá, na Zona Oeste de São Paulo, neste domingo, 22. Os atores Irene Ravache e Taumaturgo Ferreira estiveram na cerimônia fúnebre, que também teve a presença da viúva do artista, Maria Luísa, e de Isabella, filha única, no último adeus.

Juca de Oliveira morreu, na madrugada do último sábado, 21, aos 91 anos de idade. Em nota, foi informado que ele “estava internado, desde 13 de março, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) cardíaca do Hospital Sírio-Libanês, em decorrência de um quadro de pneumonia associado a uma condição cardiológica” e que “seu estado de saúde era considerado delicado”.

O ator fez aniversário no dia 16 de março e passou a data hospitalizado. O veterano das telinhas construiu uma trajetória no teatro, na TV e no cinema. Membro da Academia Paulista de Letras, destacou-se como intérprete, mas também como autor e diretor. Além de Globo, SBT, Record e Band, ele teve experiências nas extintas Tupi e Manchete.

Carreira na TV e trajetória artística

Antes de se consolidar como um dos grandes nomes da dramaturgia, Juca de Oliveira chegou a cursar Direito na Universidade de São Paulo e trabalhou em banco, mas decidiu abandonar a área para se dedicar à formação artística na Escola de Arte Dramática. Ainda nos anos 1950, integrou o Teatro Brasileiro de Comédia, onde dividiu cena com nomes como Aracy Balabanian e atuou em montagens de clássicos como “A Morte do Caixeiro Viajante”, de Arthur Miller.

Na década de 1960, ao lado de artistas como Gianfrancesco Guarnieri, Augusto Boal e Paulo José, participou da aquisição do Teatro de Arena, que se tornou símbolo de resistência cultural durante a ditadura militar. Perseguido pelo regime, acabou se exilando na Bolívia antes de retornar ao Brasil.

Sua estreia na televisão ocorreu em 1964, na extinta TV Tupi, com a novela “Quando o Amor É Mais Forte”. Já na TV Globo, iniciou sua trajetória em 1973, em “O Semideus”. Ao longo das décadas seguintes, construiu uma carreira consistente na TV, com passagens também pela Band e pelo SBT.

Nos anos 1990, voltou à Globo em produções como “Fera Ferida” e integrou o elenco de “Torre de Babel”. Seu maior destaque veio com “O Clone” (2001–2002), em que interpretou o geneticista Dr. Albieri, personagem central em uma trama que abordava os limites éticos da clonagem humana.

Seu último trabalho na televisão foi em “O Outro Lado do Paraíso” (2017–2018), no papel de Natanael. Nos anos finais da carreira, manteve-se ativo principalmente no teatro, além de se dedicar à vida no campo.





Fonte: Alagoas 24h

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