Daniel Vorcaro (no destaque) deixa a prisão usando boné e camiseta branca — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal e Bruna Vieira/TV Globo
O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, deixou o Centro de Detenção Provisória (CDP) 2 de Guarulhos, por volta das 11h40 deste sábado (29), após decisão do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, que também determinou a soltura de outros quatro executivos do banco. A informação da soltura do banqueiro foi confirmada pela TV Globo e pelo g1 com a defesa…
O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, deixou o Centro de Detenção Provisória (CDP) 2 de Guarulhos, por volta das 11h40 deste sábado (29), após decisão do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, que também determinou a soltura de outros quatro executivos do banco.
A informação da soltura do banqueiro foi confirmada pela TV Globo e pelo g1 com a defesa de Vorcaro. Veja acima imagens dele deixando a unidade prisional. Vorcaro aparece nas imagens usando boné e camiseta branca. Ele deixou a unidade na companhia de seus advogados.
s cinco executivos terão de usar tornozeleira eletrônica e cumprir outras medidas restritivas durante as investigações do suposto esquema revelado pela operação Compliance Zero, na última semana. A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) confirmou a libertação de Vorcaro e dos outros quatro investigados.
Vorcaro estava preso no CDP 2 de Guarulhos, para onde havia sido transferido na última segunda (4). Vorcaro deixou a unidade prisional da usando tornozeleira eletrônica. Antes, passou dias detido na superintendência da Polícia Federal (PF) em São Paulo.
“Conforme decisão judicial, ele será monitorado eletronicamente pelo Centro de Controle e Operações Penitenciárias da Polícia Penal do Estado de São Paulo”, informa trecho do comunicado da SAP sobre Vorcaro.
A Justiça Federal decidiu na sexta-feira (28) soltar Vorcaro. A desembargadora Solange Salgado da Silva mandou libertar, também, outros quatro executivos do banco.
- Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e sócio do Master;
- Luiz Antônio Bull, diretor de Riscos, Compliance, RH, Operações e Tecnologia do Master;
- Alberto Felix de Oliveira Neto, superintendente executivo de Tesouraria do Master;
- Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, sócio do Master.
A equipe de reportagem tenta contato com as defesas dos quatro investigados acima para comentarem o assunto.
Além do uso de tornozeleira eletrônica, os cinco executivos:
- terão de comparecer periodicamente à Justiça;
- não poderão manter contato entre si, nem com outros investigados, testemunhas, funcionários e ex-funcionários do BRB e do Master; – incluindo por telefone, internet ou intermediários;
- não poderão deixar o município onde moram sem autorização da Justiça;
- seguirão sem acesso aos passaportes, entregues na semana passada.
Na decisão judicial, a magistrada alega que, “embora inegável a gravidade dos fatos e o vultoso montante financeiro envolvido”, a adoção de medidas alternativas à prisão é “suficiente para, atualmente, acautelar o meio social, prevenir eventual reiteração delitiva, garantir a ordem econômica, garantir o regular prosseguimento da persecução penal e coibir o risco de fuga“.
Na sexta-feira (28), a defesa de Vorcaro havia acionado o Supremo Tribunal Federal (STF) alegando que a Justiça Federal, que ordenou a prisão do banqueiro, não é o grau do Judiciário competente para cuidar do caso.
O ministro Dias Toffoli é o relator do pedido. Não há data para que esse questionamento seja julgado.
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master — Foto: Banco MasterNo pedido ao STF, a defesa de Vorcaro alegou que a prisão não se justificava diante da ausência de fatos concretos e individualizados que apontem risco efetivo de que o investigado pode atrapalhar a investigação.
A defesa afirmou ainda que não há risco de Vorcaro voltar a praticar os crimes apontados pela investigação, sendo que o Banco Central já determinou a liquidação do Master.
“A frágil situação econômica do Banco Master já está acautelada pela liquidação extrajudicial decretada pelo Bacen. Não há mais qualquer ingerência do Paciente na referida instituição e por tanto nenhuma conduta possível de ser por ele praticada para reverter o quadro financeiro em questão”, argumentou a defesa.



