segunda-feira, março 16, 2026
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Defesa alega risco de morte súbita e pede prisão domiciliar a Roger Abdelmassih, condenado por estupro de pacientes


Roger Abdelmassih é fichado pela polícia

A defesa do ex-médico, Roger Abdelmassih, condenado a mais de 173 anos de prisão pelo estupro de pacientes, pediu à Justiça para que ele possa cumprir o restante da pena em prisão domiciliar. Detido na Penitenciária 2 de Tremembé, o “presídio dos famosos”, Abdelmassih está atualmente com 82 anos de idade. O pedido ainda deve ser apreciado pela…

A defesa do ex-médico, Roger Abdelmassih, condenado a mais de 173 anos de prisão pelo estupro de pacientes, pediu à Justiça para que ele possa cumprir o restante da pena em prisão domiciliar.

Detido na Penitenciária 2 de Tremembé, o “presídio dos famosos”, Abdelmassih está atualmente com 82 anos de idade. O pedido ainda deve ser apreciado pela juíza.

O primeiro pedido da defesa do médico foi feito em novembro deste ano. Agora em dezembro, a defesa reforçou o pedido, justificando que um laudo médico aponta risco de ‘morte súbita’ do detento.

De acordo com os laudos médicos anexados ao processo, Abdelmassih enfrenta múltiplas comorbidades, incluindo cardiopatia isquêmica grave, hipertensão, insuficiência cardíaca, histórico de infarto, AVC recente, infecção por HIV, broncopatia, depressão e câncer de próstata, além de já estar incluído em cuidados paliativos.

Exames recentes apontam novas obstruções coronarianas significativas e risco elevado de arritmias, com possibilidade de necessidade de implante de marcapasso e morte súbita.

No pedido, a defesa afirma que o sistema prisional não dispõe de estrutura adequada para atendimento de emergências médicas complexas, especialmente cardiovasculares, e cita relatórios oficiais que indicam a limitação de atendimento hospitalar nas unidades prisionais.

Em conversa ao g1, a defesa de Abdelmassih informou que aguarda a decisão da Justiça.

Roger Abdelmassih — Foto: FantásticoRoger Abdelmassih — Foto: Fantástico

Condenado por estupro

Roger, que era considerado um dos principais especialistas em reprodução humana no Brasil, foi condenado a prisão em novembro de 2010. Abdelmassih não foi preso logo após ter sido condenado porque um habeas corpus do Superior Tribunal de Justiça (STJ) dava a ele o direito de responder em liberdade.

O habeas corpus foi revogado pela Justiça em janeiro de 2011, quando ex-médico tentou renovar seu passaporte, o que sugeria a possibilidade de que ele tentaria sair do Brasil. Como a prisão foi decretada e ele deixou de se apresentar, passou a ser procurado pela polícia até ser preso em 2014 no Paraguai.

Em 24 de maio de 2011, o Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) cassou o registro profissional de ex-médico de Abdelmassih.

Penitenciária Dr. José Augusto César Salgado, a P2 de Tremembé, no interior de São Paulo — Foto: Laurene Santos/TV VanguardaPenitenciária Dr. José Augusto César Salgado, a P2 de Tremembé, no interior de São Paulo — Foto: Laurene Santos/TV Vanguarda





Fonte: Alagoas 24h

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