Direita brasileira comemora captura de Maduro; esquerda critica ação contra ditador | Foto: Reuters
Integrantes da oposição no Congresso Nacional brasileiro comemoraram neste sábado (3) os ataques dos Estados Unidos à Venezuela e a anunciada captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro. Parlamentares da base governista, no entanto, avaliaram a ação norte-americana como “grave”. LEIA MAIS NOTÍCIAS DA POLÍTICA NACIONAL E INTERNACIONAL ACOMPANHE O ALAGOAS 24 HORAS NO INSTAGRAM O…
Integrantes da oposição no Congresso Nacional brasileiro comemoraram neste sábado (3) os ataques dos Estados Unidos à Venezuela e a anunciada captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro. Parlamentares da base governista, no entanto, avaliaram a ação norte-americana como “grave”.
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O ataque “de grande escala” foi anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por meio das redes sociais. Segundo ele, Maduro foi capturado e levado para fora do país. O presidente norte-americano deve detalhar a operação em uma coletiva de imprensa às 13h, no horário de Brasília, no resort de Mar-a-Lago, na Flórida.
O anúncio de Trump repercutiu entre políticos brasileiros. O governo ainda não se manifestou oficialmente.
Presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, o deputado Filipe Barros (PL-PR), anunciou que enviará um “ofício de congratulações ao governo dos EUA pela ação bem-sucedida contra o regime de Maduro”.
Parlamentares do PSOL e do PT, por outro lado, condenaram a ação dos EUA e criticaram a violação de direitos internacionais.
Líder da bancada do PT na Câmara, o deputado Lindbergh Farias (RJ) repudiou com “veemência” a ação dos EUA. Ele defendeu o diálogo e uma solução negociada pelos organismos internacionais.
“A Bancada do PT conclama as forças democráticas para defender a soberania dos povos latino-americanos, bem como encontrar soluções negociadas e pacíficas, sem o uso da força militar e com respeito ao povo venezuelano e às instituições democráticas daquela nação”, disse.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), afirmou que o povo venezuelano é “oprimido há mais de 20 anos pela narcoditadura chavista” e defendeu a instalação da democracia no país vizinho.
Líder do PSOL na Câmara, a deputada Talíria Petrone (RJ) afirmou que o ataque é “inaceitável à soberania do povo venezuelano e de toda a América Latina”.
Em nota, o deputado Zucco (PL-RS), ex-líder do oposição na Câmara, avaliou que o momento é “verdadeiramente histórico” para a América Latina e que agora a Venezuela “tem a chance de renascer” e avançar.
“A captura de Maduro representa o fim de um ciclo de opressão e o início de uma nova etapa. Uma oportunidade histórica para que a Venezuela possa reconstruir suas instituições, restabelecer o Estado de Direito, garantir eleições livres e devolver dignidade ao seu povo”, afirmou.
O deputado e ex-ministro Paulo Pimenta (PT-RS) prestou solidariedade à população venezuelana e afirmou que ação americana tem o objetivo de “assumir o controle do petróleo e das riquezas minerais do país vizinho”.
Para o senador e ex-ministro da Justiça Sergio Moro (União-PR), o ataque americano representa “o fim de Maduro” e é “melhor para Venezuela e para o mundo”.
Na visão do deputado Ivan Valente (PSOL-SP), na gestão de Trump, os Estados Unidos “revivem sua sanha imperialista” e defendeu que a comunidade internacional condene a ação na Venezuela.
O agora ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) declarou em suas redes sociais que com a captura de Madura integrantes do Foro de São Paulo terão “dias terríveis”.
Vice-líder da federação governista formada por PT, PV e PC do B na Câmara, a deputada Maria do Rosário (PT-RS) destacou que “a escalada de guerra do governo Trump” chega à América Latina “em busca do controle político regional e do petróleo”.
Em vídeo publicado, o deputado Mauricio Marcon (PL-RS) declarou que “acabou o regime ditatorial na Venezuela” e comemorou a queda do “regime esquerdista” no país.
A deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS) destacou que os ataques dos EUA são uma “grave violação do direito internacional e ameaça direta à vida de civis”.
Em resposta aos ataques, o governo venezuelano declarou emergência nacional e mobilizou planos de defesa, enquanto o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, prometeu resistir à presença de tropas estrangeiras.
Nos últimos meses, a tensão entre os Estados Unidos e a Venezuela cresceu após o Pentágono deslocar um grande contingente militar e atacar embarcações no Caribe, com a justificativa de combate ao narcotráfico.



