segunda-feira, março 30, 2026
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Diretor-geral diz que PF não atua de forma política e que investigadores são alvos de ataques ‘covardes’


Diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues — Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, defendeu nesta segunda-feira (30) a atuação da corporação e afirmou que a instituição tem sido alvo de ataques “covardes e vis”. Durante um evento de comemoração do aniversário da PF, o diretor disse que as investigações são pautadas pela isenção técnica e que não há espaço para direcionamentos…

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, defendeu nesta segunda-feira (30) a atuação da corporação e afirmou que a instituição tem sido alvo de ataques “covardes e vis”.

Durante um evento de comemoração do aniversário da PF, o diretor disse que as investigações são pautadas pela isenção técnica e que não há espaço para direcionamentos ideológicos ou políticos na gestão atual.

“Tenho total tranquilidade de afirmar, sem rodeios, que, em nossa gestão, jamais houve direcionamento de qualquer atuação ou investigação, tampouco favorecimento ou detrimento de qualquer servidor em razão de matizes ideológicas ou políticas. E aqui a gente tem que repetir mais uma vez esse que também é o mantra: a Polícia Federal não protege e nem persegue”, declarou Rodrigues.

 

Segundo o diretor-geral, o rigor das apurações tem gerado reações contra os agentes que lideram inquéritos sensíveis. Ele classificou as reações como “ataques covardes e vis”.

Rodrigues disse ainda que as tentativas de enfraquecimento das atribuições da PF são uma estratégia daqueles que não possuem interesse em uma polícia forte.

“Somos muitas vezes acusados por fazer nosso trabalho, e outras também de ter feito o que não fizemos. Mas vejam: a quem interessa uma polícia federal forte? Certamente não a quem compactua com o crime”, afirmou.

Durante o pronunciamento, Andrei não especificou a qual ataques estava se referindo ao defender a atuação da corporação.

Cooperação com o Banco Central

Rodrigues também aproveitou para destacar operações recentes, mencionando especificamente o combate à fraude bilionária no sistema financeiro pelo Banco Master.

O diretor-geral atribuiu o avanço do caso à cooperação com o Banco Central e elogiou a postura técnica do presidente da autoridade monetária, Gabriel Galípolo.

Para o diretor, a articulação entre órgãos públicos sob os pilares da legalidade é o que permite resultados consistentes no combate ao crime organizado e à corrupção.

Pauta salarial

O diretor-geral também falou sobre a estrutura interna da Polícia Federal. Segundo Rodrigues, a corporação perdeu mais de 300 servidores, policiais e administrativos, para outras carreiras apenas nos últimos três anos.

Para frear esse movimento, ele defendeu o reconhecimento das carreiras policiais e informou que o governo federal abriu canais de diálogo.





Fonte: Alagoas 24h

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