Um grupo de empresários da cidade de Arapiraca está oferecendo uma recompensa de R$ 100 mil para quem fornecer informações que levem ao paradeiro do acusado de dopar e estuprar a jovem Maria Daniela Ferreira Alves, de 19 anos. O crime causou grande comoção na cidade e segue sem a prisão do principal suspeito. A…
Um grupo de empresários da cidade de Arapiraca está oferecendo uma recompensa de R$ 100 mil para quem fornecer informações que levem ao paradeiro do acusado de dopar e estuprar a jovem Maria Daniela Ferreira Alves, de 19 anos. O crime causou grande comoção na cidade e segue sem a prisão do principal suspeito.
A iniciativa é encabeçada pelo vereador por Arapiraca, Alisson da Tim, e tem como objetivo colaborar com as forças de segurança para a captura de Victor Hugo, apontado como autor do crime. Contra ele, há um mandado de prisão em aberto, e o suspeito permanece foragido há mais de um ano.
Por meio das redes sociais, o vereador informou que as informações poderão ser repassadas diretamente à Polícia Civil. “Dada a gravidade do crime, ele não pode está solto, deve ser preso. Quem tiver informação, pode procurar a Delegacia Regional de Arapiraca, na pessoa do delegado Edberg Sobral. A identidade de quem passou não será divulgada, será no alto sigilo. O que queremos é pegá-lo. Lugar de bandido é preso”, disse o vereador.
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Em reforço à busca por justiça, a advogada Júlia Nunes, fundadora da Associação AME, anunciou que irá assumir a defesa da família da vítima. Em vídeo divulgado nas redes sociais, a advogada classificou o crime como uma violência “brutal” e “desumana”, destacando a necessidade de responsabilização do acusado.
“Uma menina que perdeu sua juventude, que se encontra com danos gigantescos. Ela foi vítima de tentativa de feminicídio e estupro. Ela foi tão arrastada, tão machucada na cabeça que no hospital tiveram que cortar o cabelo dela. Era impossível tirar o nó do cabelo de tanto que ela foi machucada e torturada”, disse a advogada.
Ela também relatou que a defesa da família obteve a informação de que o acusado está escondido em terras de um político alagoano. Contudo, a informação ainda não foi divulgada pelas forças policiais.
Família cobra a Justiça após jovem dopada e estuprada ficar com sequelas e suspeito continuar em liberdade
Relembre o caso
O crime teria acontecido no dia 6 de dezembro de 2024 após a vítima sair de uma festa e se encontrar com o suspeito. Eles foram para uma chácara da família do suposto autor, localizada no povoado Poção, em Coité do Nóia. Depois de um tempo o próprio acusado levou a jovem para receber atendimento em uma unidade de saúde da cidade, alegando que ela passou mal após eles terem relações sexuais. Posteriormente foram constatados graves danos neurológicos e indícios de que a jovem foi dopada e estuprada.
Diante da morosidade das investigações, o pai da jovem recorreu às redes sociais para expor o caso e cobrar providências das autoridades. Segundo a denúncia, Daniela teria sido drogada, agredida e estuprada.
As investigações indicaram também que o suspeito, de 18 anos, conhecia Daniela, pois estudou com ela e já trocavam mensagens antes do crime. No dia em que tudo aconteceu ele teria se aproveitado da proximidade para cometer o abuso enquanto a vítima estava inconsciente, sem condições de reagir.
De acordo com o informado, exames médicos constataram múltiplos hematomas pelo corpo da vítima, além de sinais de trauma físico e privação de respiração, o que resultou em comprometimento cerebral.
O laudo toxicológico, segundo o pai, revelou a presença de substâncias como diazepam, feniotína, haloperidol, nordiazepam e prometazina no organismo da jovem. Especialistas apontam que a prometazina possui propriedades sedativas e pode ser utilizada para facilitar crimes sexuais.
Vídeo: Inquérito aponta que jovem foi dopada depois estuprada; suspeito está foragido
Após meses internada no Hospital de Emergência do Agreste (HEA), em Arapiraca, a jovem ainda não consegue realizar tarefas básicas como se alimentar ou tomar banho sozinha, de acordo com relatos do pai.
O Ministério Público Estadual (MPAL) pediu a prisão preventiva do suspeito e aguarda a resposta da Justiça, enquanto acompanha o inquérito.
O caso ganhou ainda mais repercussão após o pai do suspeito e o próprio jovem publicarem um vídeo alegando que Daniela teria convidado o filho para a chácara e que ambos já mantinham contato, além de negar as acusações feitas.



