terça-feira, março 17, 2026
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Evangelho apócrifo do século 2 descreve infância de Jesus


Evangelho apócrifo do século 2 descreve infância de Jesus | Foto: DOL

Um manuscrito cristão do século 2 voltou a ser tema de debate entre estudiosos por apresentar uma versão da infância de Jesus diferente daquela registrada nos evangelhos que integram a Bíblia. O texto, conhecido como Evangelho da Infância de Tomé, é classificado como apócrifo e não faz parte do cânone oficial do cristianismo. LEIA MAIS…

Um manuscrito cristão do século 2 voltou a ser tema de debate entre estudiosos por apresentar uma versão da infância de Jesus diferente daquela registrada nos evangelhos que integram a Bíblia. O texto, conhecido como Evangelho da Infância de Tomé, é classificado como apócrifo e não faz parte do cânone oficial do cristianismo.

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O documento reúne relatos atribuídos ao período entre os cinco e os doze anos de idade de Jesus, fase que não é abordada pelos evangelhos canônicos do Novo Testamento. Segundo pesquisadores, o conteúdo do manuscrito circulou entre comunidades cristãs nos primeiros séculos da era comum, antes da consolidação da Bíblia como é conhecida atualmente.

As narrativas descrevem um Jesus criança que realiza feitos considerados milagrosos, como dar vida a pássaros moldados em barro, episódio que não aparece nos textos bíblicos oficiais. Outros trechos relatam situações em que o menino reage a provocações de forma severa, utilizando poderes sobrenaturais contra outras crianças, que posteriormente voltariam à vida após intervenções do próprio Jesus.

De acordo com estudiosos, esse tipo de relato contribuiu para que o evangelho fosse rejeitado por líderes da Igreja primitiva. A imagem apresentada no manuscrito não se alinhava à doutrina em formação, que defendia um Jesus apresentado desde cedo como modelo de equilíbrio moral e compaixão. Por esse motivo, o texto foi excluído das escrituras consideradas oficiais.

Apesar de não integrar a Bíblia, o Evangelho da Infância de Tomé é considerado relevante do ponto de vista histórico. Pesquisadores afirmam que o manuscrito ajuda a compreender como diferentes grupos cristãos antigos interpretavam a figura de Jesus e buscavam preencher lacunas deixadas pelos evangelhos tradicionais.

O interesse renovado pelo texto também reacende discussões sobre o processo de formação do cânone bíblico, os critérios adotados para a seleção dos evangelhos e a diversidade de crenças existentes nos primeiros séculos do cristianismo. Mesmo fora da Bíblia oficial, o manuscrito segue sendo objeto de estudos acadêmicos e análises históricas.





Fonte: Alagoas 24h

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