Cláudia Lima Gusmão Cacho pode ser a primeira general do Exército Brasileiro. — Foto: Ana Lídia Araújo/g1 DF
O Exército Brasileiro confirmou que a médica Cláudia Lima Gusmão Cacho será a primeira mulher a alcançar o generalato na história da instituição. A promoção ao posto de general de brigada será oficializada nesta quarta-feira (1º), durante solenidade no Clube do Exército, em Brasília. Natural do Recife, Cláudia tem quase 30 anos de carreira na Força Terrestre e, após a…
O Exército Brasileiro confirmou que a médica Cláudia Lima Gusmão Cacho será a primeira mulher a alcançar o generalato na história da instituição.
A promoção ao posto de general de brigada será oficializada nesta quarta-feira (1º), durante solenidade no Clube do Exército, em Brasília.
Natural do Recife, Cláudia tem quase 30 anos de carreira na Força Terrestre e, após a promoção, assumirá a direção do Hospital Militar de Área de Brasília (HMAB).
Na cerimônia, a oficial receberá a espada de general e o bastão de comando — um dos principais ritos de passagem da carreira militar, que simboliza o reconhecimento, a liderança e o compromisso dos oficiais promovidos à alta cúpula.
No Exército, a primeira turma de formação envolvendo mulheres foi aberta em 1992, na Escola de Administração, com 49 alunas. Quatro anos depois, em 1996, a Força Terrestre criou o serviço militar feminino voluntário para profissionais de saúde — quando Cláudia iniciou a carreira.
Ao longo da carreira de quase 30 anos, Cláudia serviu em diversos estados do país: Rio de Janeiro, Rondônia, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Mato Grosso do Sul, Goiás e no Distrito Federal.
No mesmo ano em que Cláudia pode se tornar a primeira general do Exército, a instituição também incorporou as primeiras mulheres no serviço militar inicial como soldados — 1.467 pioneiras em 13 estados e no Distrito Federal.
Até então, o posto de soldado não existia para mulhers. Elas ingressavam apenas para as escolas de formação de carreira, por concurso público, ou como militares temporárias por seleção curricular.
A cerimônia de incorporação em Brasília foi no primeiro dia útil de março, o mês da mulher. Segundo o Exército, durante o primeiro semestre de 2025, cerca de 33 mil jovens se alistaram.
No ano passado, pela primeira vez, seis mulheres foram promovidas à graduação de subtenente, o posto mais alto entre as praças.
Ao falar com jovens que pensam em seguir carreira militar, ela destaca o caráter da profissão. Para Claúdia, o primeiro passo é acreditar na própria capacidade.
“A profissão militar é muito nobre e é desafiadora também. […] O exército é composto de profissionais competentes, responsáveis, dedicados e são atributos que não têm gênero”, aconselha.
A coronel também destaca a importância da preparação física, mental e emocional e reforça valores que considera fundamentais na carreira militar: “Lealdade, camaradagem, espírito de corpo, saber trabalhar em equipe, isso é fundamental.”



