quinta-feira, março 12, 2026
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Feminicida é condenado a 33 anos de prisão por matar ex-mulher


Julgamento de Jorge Luiz Henrique Barbosa

O Tribunal do Júri condenou Jorge Luiz Henrique Barbosa a 33 anos e 8 meses de prisão, em regime fechado, pelo assassinato da ex-companheira Fabiana Cassimiro da Silva, ocorrido no bairro Cidade Universitária. Na sentença proferida nesta quinta-feira (12), o Conselho de Sentença acatou todas as qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL): motivo…

O Tribunal do Júri condenou Jorge Luiz Henrique Barbosa a 33 anos e 8 meses de prisão, em regime fechado, pelo assassinato da ex-companheira Fabiana Cassimiro da Silva, ocorrido no bairro Cidade Universitária. Na sentença proferida nesta quinta-feira (12), o Conselho de Sentença acatou todas as qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL): motivo torpe, meio cruel, recurso que impossibilitou a defesa e feminicídio.

O crime aconteceu em julho de 2023, após o réu não aceitar o término do relacionamento de 13 anos. Segundo a denúncia, Jorge fingiu querer dialogar para se aproximar da vítima, aguardou a filha mais velha sair de casa e atacou Fabiana friamente. O filho do casal, de apenas 13 anos, presenciou o crime e implorou para que o pai parasse. Fabiana ainda tentou fugir para a calçada após a intervenção de um vizinho, mas caiu e acabou executada pelo ex-marido.

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Reprodução

Fabiana Cassimiro da Silva, de 37 anos, morreu por não querer reatar o relacionamento

O promotor de Justiça Paulo Henrique Prado Filho sustentou a acusação com veemência, combatendo a justificativa do réu, que alegou: “Matei porque ela me ameaçou e resolvi matá-la primeiro”. Para o Ministério Público, a condenação é uma resposta necessária à sociedade.

“Saímos do júri com a convicção de termos promovido justiça, provado que assassinos de mulheres não ficarão impunes e que a sociedade repudia essa violência. O crime foi de muita perversidade, assassinou a companheira, friamente, a golpes de faca, ignorando a presença do filho do casal, de apenas 13 anos, que pediu desesperadamente para o réu parar”, afirmou o promotor.

Relatos de familiares e vizinhos colhidos durante o processo revelaram um histórico de terror vivido pela vítima, que já chegou a se esconder em um matagal com os filhos para escapar das agressões do réu. “Há relatos que comprovam um histórico de agressões que a vítima vivenciava ha muito tempo, então nossa sustentação foi pela pena máxima, com o reconhecimento de todas as qualificadoras e isso ocorreu”, concluiu Paulo Henrique Prado Filho.

Após o crime, Jorge Luiz protagonizou uma negociação de cinco horas com a polícia no viaduto da antiga PRF, onde ameaçava se jogar, antes de ser preso e confessar o assassinato.

O julgamento é referente ao processo nº 0730786-49.2023.8.02.0001.

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Fonte: Alagoas 24h

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