“Orientamos que ela mantenha uma rotina de controle rigoroso, com uma tabela diária de peso, pressão arterial e glicemia, para apresentar ao médico. Além disso, é fundamental o cuidado com a alimentação e o monitoramento constante para identificar qualquer alteração”, explica o médico.
Outro risco relacionado à gravidez em idade avançada é a maior incidência de alterações genéticas, como a Síndrome de Down (trissomia do cromossomo 21). Quando a fertilização é feita com óvulos próprios, essa taxa aumenta de 1,5% para até 4,5%. No entanto, esse risco é significativamente reduzido quando o óvulo é doado — como no caso de Carmelina.
No Brasil, não há uma idade limite legal para que mulheres engravidem por meio da FIV. No entanto, o procedimento só pode ser realizado se a paciente atender a alguns critérios de saúde.
“A legislação brasileira determina que a mulher não pode apresentar doenças pré-existentes, como diabetes ou hipertensão. Ela precisa estar em perfeitas condições de saúde. Além disso, o útero deve estar íntegro, sem miomas ou outras alterações que possam comprometer a gestação”, finaliza o Dr. Salgueiro.



