Homem é condenado a mais de 30 anos por envenenar ex-esposa com coxinha | Foto: Cortesia
Quase dois anos depois de um crime que abalou moradores de São Brás, a Justiça condenou nesta quarta-feira (11) Felippe Silva Cirino pela morte da ex-esposa, a professora Joice dos Santos Silva Cirino, de 36 anos. O júri popular durou cerca de 13 horas e terminou com a sentença de 33 anos de prisão em…
Quase dois anos depois de um crime que abalou moradores de São Brás, a Justiça condenou nesta quarta-feira (11) Felippe Silva Cirino pela morte da ex-esposa, a professora Joice dos Santos Silva Cirino, de 36 anos. O júri popular durou cerca de 13 horas e terminou com a sentença de 33 anos de prisão em regime fechado.
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O caso teve início na noite de 8 de outubro de 2024, por volta das 20h, quando Felippe chegou à casa onde a professora morava com o filho levando um pacote com cerca de 20 coxinhas. O alimento foi dividido entre os dois. Minutos depois, porém, Joice começou a passar mal. O adolescente encontrou a mãe caída no chão, com espuma na boca, já em estado grave.
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Ela foi levada para uma unidade de saúde em Porto Real do Colégio, mas não resistiu à intoxicação e morreu cerca de cinco horas depois, já durante a madrugada. O filho do casal, que também havia comido o salgado, apresentou sintomas de envenenamento e precisou ser hospitalizado, mas sobreviveu.
A morte da professora rapidamente provocou comoção na cidade. Conhecida na comunidade, Joice atuava na rede de ensino e era considerada próxima dos moradores da região.
A investigação apontou que o alimento havia sido contaminado com substâncias altamente tóxicas. Exames feitos cerca de dez dias depois pelo Instituto de Criminalística identificaram a presença de sulfotep e terbufós, compostos capazes de afetar diretamente o sistema nervoso e provocar intoxicação grave.
Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou que o crime foi planejado e motivado pela inconformidade com o fim do relacionamento. Segundo a acusação, a forma escolhida para cometer o assassinato também chamou atenção pela crueldade: a vítima teria recebido o alimento acreditando se tratar de um gesto de carinho.
Além disso, as investigações indicaram que não foi a primeira tentativa. Antes da morte da professora, o acusado já teria oferecido açaí contaminado à ex-esposa, mas o plano não chegou a se concretizar naquele momento. Também foram apontadas tentativas de alterar a cena do crime para afastar suspeitas.
Diante das provas e dos depoimentos apresentados no júri, o Conselho de Sentença decidiu pela condenação por feminicídio e tentativa de homicídio contra o filho do casal, que tinha 15 anos na época. Pela morte da professora, a pena foi fixada em 27 anos de prisão. Já pela tentativa contra o adolescente, a condenação foi de pouco mais de seis anos.
O resultado foi aguardado por dezenas de pessoas do lado de fora do fórum da cidade. A sessão ocorreu com acesso restrito.
Mesmo após a sentença, o processo segue sob sigilo judicial, e novos detalhes do caso não foram divulgados.



