segunda-feira, março 30, 2026
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Idosa morre após ser abandonada por filho advogado em unidade de saúde


Idosa ficou seis dias internada em estado gravíssimo na Unidade de Terapia Intensiva da Santa Casa de Misericórdia. Divulgação/PCGO

Goiânia – Uma mulher de 85 anos que foi abandonada pelo próprio filho, um advogado de 58 anos, em uma unidade de saúde da capital goiana, morreu nessa quarta-feira (9/4). A idosa ficou seis dias internada em estado gravíssimo na Unidade de Terapia Intensiva da Santa Casa de Misericórdia.

O filho da vítima chegou a ser preso em flagrante no início deste mês, após a denúncia de uma assistente social do Centro de Atenção Integral à Saúde (Cais) do Jardim América, que percebeu que a idosa havia sido deixada no local por uma pessoa não identificada e apresentava sinais evidentes de negligência.

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Segundo a Polícia Civil de Goiás (PCGO), o advogado é investigado por maus-tratos com resultado de morte, além de abandono material e exploração financeira.

Idosa em condições críticas

Conforme a PCGO, a idosa foi deixada na unidade de saúde desnutrida, com lesões pelo corpo, suja de fezes e urina, sem conseguir respirar direito ou se comunicar com clareza.

Ela foi identificada por meio do trabalho de papiloscopistas da polícia, que localizaram dois filhos dela e, a partir daí, encontraram o endereço do advogado.

Durante a abordagem do filho, em um apartamento no Setor Oeste, região nobre de Goiânia, o homem alegou que cuidava da mãe “da melhor forma possível” e que havia deixado a idosa no Cais dois dias antes da denúncia por conta da piora do estado de saúde dela. Ele afirmou ainda que pretendia visitá-la posteriormente.

No entanto, durante a inspeção na residência, os policiais notaram a ausência de alimentos básicos, reforçando as evidências de negligência do filho.

Além do abandono, a investigação apontou que mais de 60% da pensão da idosa — que era viúva de um magistrado — estava comprometida com empréstimos feitos pelo advogado, sem qualquer benefício para a vítima.

Reincidência

Essa foi a segunda vez que o advogado foi preso por crimes contra a própria mãe. Ele já havia sido detido em junho do ano passado, mas foi liberado mediante medidas protetivas que o impediam de se aproximar da idosa — o que, segundo a polícia, não foi respeitado.

O outro filho da mulher, que mora em São Paulo, foi comunicado sobre a situação e viajou a Goiânia para arcar com os custos do tratamento da mãe.

O nome do advogado não foi divulgado pela polícia.

Veja a matéria completa em Metrópoles

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