Foto: Daniel RAMALHO/VASCO
Nesta quinta-feira, Josh Wander, ex-777 Partners e ex-dono da SAF do Vasco, foi denunciado por fraude nos Estados Unidos. O empresário americano é acusado de fabricar documentos financeiros e tentar enganar credores e investidores. Segundo informações do jornal “The New York Times”, os valores chegam a 500 milhões de dólares. Por meio da 777, Wander…
Nesta quinta-feira, Josh Wander, ex-777 Partners e ex-dono da SAF do Vasco, foi denunciado por fraude nos Estados Unidos. O empresário americano é acusado de fabricar documentos financeiros e tentar enganar credores e investidores. Segundo informações do jornal “The New York Times”, os valores chegam a 500 milhões de dólares.
Por meio da 777, Wander não comprou apenas o Vasco, em 2022. O time carioca fazia parte de uma rede composta por sete clubes em sete países e três continentes. A aventura no cruz-maltino não durou muito, e o clube associativo retomou o controle após denúncias de irregularidade, que também se repetiram em outros locais.
Os clubes que a 777 comprou participação majoritária foram Vasco, Genoa (Itália), Standard Liege (Bélgica), Red Star (França), Hertha Berlim (Alemanha) e Melbourne Victory (Austrália). A empresa teve participação minoritária no Sevilla (Espanha) e o desejo de assumir o Everton (Inglaterra).
Hoje, porém, a companhia multi-clubes entrou de vez na mira da justiça americana. A acusação em questão vem de um tribunal em Manhattan, em Nova York. Josh Wander é apontado como responsável por fraude eletrônica, fraude com valores mobiliários, e conspiração.
“Para obter financiamento para as operações da empresa, por exemplo, Wander prometeu mais de 350 milhões de dólares em ativos como garantia a credores privados, mesmo sabendo que a 777 Partners não possuía a garantia ou a havia prometido a outros credores”, diz trecho da acusação.
Fundada em 2015, a 777 já chegou a alegar que possuía 10 bilhões de dólares em ativos, ao mesmo tempo em que convivia com processos judiciais, falências corporativas e contas não pagas. Atualmente, é controlada pela seguradora A-Cap, sua principal credora.
“Esta é uma disputa comercial disfarçada de caso criminal. Estamos ansiosos para esclarecer os fatos”, disse Jordan Estes, advogado de Josh Wander, em nota.



