Patrícia Cruz na laje da sua casa no Complexo do Lins | Foto: Gustavo Wanderley/g1
Uma jovem que vivia há mais de 3 anos em situação de rua conseguiu dar entrada em uma casa no Complexo do Lins, na Zona Norte do Rio, depois que um vídeo em que ela fala sobre a vulnerabilidade de mulheres nas ruas viralizou nas redes sociais. A gravação foi publicada pela atriz e comunicadora Anaterra Oliveira,…
Uma jovem que vivia há mais de 3 anos em situação de rua conseguiu dar entrada em uma casa no Complexo do Lins, na Zona Norte do Rio, depois que um vídeo em que ela fala sobre a vulnerabilidade de mulheres nas ruas viralizou nas redes sociais.
A gravação foi publicada pela atriz e comunicadora Anaterra Oliveira, que tem mais de 600 mil seguidores, e alcançou mais de 8 milhões de visualizações.
Patrícia Cruz, de 28 anos, vive há duas semanas uma mudança que esperava há anos: conseguiu sair das ruas. Ela diz que até um quarto com banheiro já seria suficiente, já que ter um lugar para dormir, se alimentar e se abrigar seria uma grande conquista.
A mudança na vida da jovem começou em janeiro, quando ela foi abordada pela atriz e comunicadora Anaterra Oliveira para gravar um vídeo contando como é ser mulher em situação de rua. Na entrevista, ela contou que foi abusada sexualmente anos antes, em Duque de Caxias.
“O carro parou, e eu me aproximei achando que era comida. Ele me jogou dentro do carro, não sei como ele fez aquilo tão rápido, e me levou para a Reduc. Lá, ele cometeu tudo que cometeu, me abusou, me agrediu. Eu fui abandonada nua, porque ele ficou com a minha roupa, na Rio-Petrópolis de madrugada”, lembra Patrícia.
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Patrícia Cruz dando entrevista para Anaterra Oliveira — Foto: Redes sociais
Com medo de que o homem voltasse, ela conta que correu até encontrar uma casa. Ela pulou o muro e pediu ajuda para a dona da casa. Patrícia acionou a polícia e fez o boletim de ocorrência, mas conta que foi recebida com hostilidade na delegacia.
“Imagina, de madrugada, eu mulher naquela situação, e os policiais, homens, debochando”, relembra.
Patrícia nunca chegou a fazer corpo de delito — o exame é essencial para ajudar a identificar o agressor e a violência sofrida. Foi essa história que ela contou para a comunicadora Anaterra e tocou uma multidão de pessoas. Muitas quiseram ajudá-la com doações.
Patrícia Cruz na casa dela — Foto: Gustavo Wanderley/g1Através do vídeo, a jovem recebeu pouco mais de R$ 30 mil em transferências bancárias. Ela conta como descobriu:
“Tinha um homem em Copacabana que sempre me dava R$ 20 para descarregar o carro dele na praia. Nisso, ele perguntou se podia me mandar em PIX e eu fiquei até com raiva porque ia precisar ir ao banco. Quando eu conferi o saldo e vi aquele dinheiro todo, achei que tinha algo errado. Chamei a gerente do banco, pensei em ir até na polícia, mas depois lembrei da entrevista”, relata.
“Eu não tinha acreditado quando a Anaterra disse que as pessoas iam me ajudar, sabe? Não estava esperando isso. E foi tudo muito rápido. O vídeo já estava postado há dias quando eu descobri o dinheiro, porque eu estava sem celular”, conta.
Uma jovem que vivia há mais de 3 anos em situação de rua conseguiu dar entrada em uma casa no Complexo do Lins, na Zona Norte do Rio, depois que um vídeo em que ela fala sobre a vulnerabilidade de mulheres nas ruas viralizou nas redes sociais.
A gravação foi publicada pela atriz e comunicadora Anaterra Oliveira, que tem mais de 600 mil seguidores, e alcançou mais de 8 milhões de visualizações.
Patrícia Cruz, de 28 anos, vive há duas semanas uma mudança que esperava há anos: conseguiu sair das ruas. Ela diz que até um quarto com banheiro já seria suficiente, já que ter um lugar para dormir, se alimentar e se abrigar seria uma grande conquista.
A mudança na vida da jovem começou em janeiro, quando ela foi abordada pela atriz e comunicadora Anaterra Oliveira para gravar um vídeo contando como é ser mulher em situação de rua. Na entrevista, ela contou que foi abusada sexualmente anos antes, em Duque de Caxias.
“O carro parou, e eu me aproximei achando que era comida. Ele me jogou dentro do carro, não sei como ele fez aquilo tão rápido, e me levou para a Reduc. Lá, ele cometeu tudo que cometeu, me abusou, me agrediu. Eu fui abandonada nua, porque ele ficou com a minha roupa, na Rio-Petrópolis de madrugada”, lembra Patrícia.
Patrícia Cruz dando entrevista para Anaterra Oliveira — Foto: Redes sociaisCom medo de que o homem voltasse, ela conta que correu até encontrar uma casa. Ela pulou o muro e pediu ajuda para a dona da casa. Patrícia acionou a polícia e fez o boletim de ocorrência, mas conta que foi recebida com hostilidade na delegacia.
“Imagina, de madrugada, eu mulher naquela situação, e os policiais, homens, debochando”, relembra.
Patrícia nunca chegou a fazer corpo de delito — o exame é essencial para ajudar a identificar o agressor e a violência sofrida. Foi essa história que ela contou para a comunicadora Anaterra e tocou uma multidão de pessoas. Muitas quiseram ajudá-la com doações.
Patrícia Cruz na casa dela — Foto: Gustavo Wanderley/g1“Tinha um homem em Copacabana que sempre me dava R$ 20 para descarregar o carro dele na praia. Nisso, ele perguntou se podia me mandar em PIX e eu fiquei até com raiva porque ia precisar ir ao banco. Quando eu conferi o saldo e vi aquele dinheiro todo, achei que tinha algo errado. Chamei a gerente do banco, pensei em ir até na polícia, mas depois lembrei da entrevista”, relata.
“Eu não tinha acreditado quando a Anaterra disse que as pessoas iam me ajudar, sabe? Não estava esperando isso. E foi tudo muito rápido. O vídeo já estava postado há dias quando eu descobri o dinheiro, porque eu estava sem celular”, conta.



