Policial militar é suspeito de assassinar mulher dentro de casa | Foto: Cortesia
A Justiça de Alagoas aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL) e tornou réu o policial militar José Maxuel Lemos Simões, acusado de assassinar a ex-mulher, a enfermeira Ana Beatriz Cavalcante, no mês passado, no município de Penedo, no Baixo São Francisco alagoano. Após analisar o processo, o juiz responsável identificou indícios…
A Justiça de Alagoas aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL) e tornou réu o policial militar José Maxuel Lemos Simões, acusado de assassinar a ex-mulher, a enfermeira Ana Beatriz Cavalcante, no mês passado, no município de Penedo, no Baixo São Francisco alagoano.
Após analisar o processo, o juiz responsável identificou indícios de autoria e materialidade e decidiu pelo recebimento da denúncia, enquadrando o acusado pelo crime de feminicídio.
Ana Beatriz Cavalcante, de 29 anos, foi morta a tiros na noite da sexta-feira (12), dentro da própria residência, localizada no Conjunto Monte Rey. De acordo com as informações iniciais, a vítima foi atingida por um disparo de arma de fogo na região da cabeça. Testemunhas apontaram como principal suspeito o então companheiro da vítima, que não teria aceitado o fim do relacionamento.
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Após o crime, o suspeito fugiu do local e, ao tentar deixar a cidade, se envolveu em um acidente de trânsito, colidindo o veículo que conduzia contra um poste. Imagens registradas por moradores mostram o policial ferido ao lado do carro destruído, enquanto populares tentavam prestar socorro. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou a ser acionado, mas, com ajuda de terceiros, o homem deixou o local antes de receber atendimento médico e fugiu a pé para uma área de matagal de difícil acesso.
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Equipes da Polícia Militar atenderam inicialmente a ocorrência, confirmaram o óbito da vítima e realizaram os primeiros procedimentos no local. Em seguida, a Polícia Civil de Alagoas acionou a Unidade de Atendimento ao Local de Crime 3 (UALC3), sob coordenação do delegado Esron Pinho, que instaurou inquérito policial para apurar o caso.
Durante os trabalhos periciais, os investigadores constataram que os cômodos da residência estavam revirados e apreenderam diversas armas de fogo, que passaram por análise técnica.
Diante dos indícios reunidos, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do suspeito, com parecer favorável do Ministério Público e decisão do Poder Judiciário. No dia 13 de dezembro, o policial militar se apresentou espontaneamente, acompanhado de advogado, no Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) de Penedo, onde teve o mandado de prisão cumprido. Após o processo ser remetido aos órgãos competentes, o MPE ofertou denúncia e a Justiça acatou o pedido para torná-lo réu.
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