A Justiça determinou, nessa terça-feira (31), que a empresa Verde Alagoas forneça água emergencial por carros-pipa em até 24 horas para Colônia Leopoldina, a 112 quilômetros de Maceió, após ação da Defensoria Pública, motivada por protestos de moradores contra a falta de abastecimento no município. A decisão judicial obriga a concessionária a garantir o fornecimento…
A Justiça determinou, nessa terça-feira (31), que a empresa Verde Alagoas forneça água emergencial por carros-pipa em até 24 horas para Colônia Leopoldina, a 112 quilômetros de Maceió, após ação da Defensoria Pública, motivada por protestos de moradores contra a falta de abastecimento no município.
A decisão judicial obriga a concessionária a garantir o fornecimento provisório até que o serviço regular seja completamente restabelecido. A medida ocorre após dias de mobilização popular, que culminaram no bloqueio da rodovia BR-416 com queima de pneus e manifestações exigindo solução imediata para o problema.
Segundo relatos, a população enfrenta a falta de água há pelo menos cinco dias — em alguns casos, até sete dias consecutivos — o que gerou indignação e levou moradores às ruas. Durante o protesto, manifestantes interditaram a rodovia com pneus em chamas e palavras de ordem, cobrando providências urgentes.
Prazo e multa
Além de garantir o abastecimento emergencial, a decisão determina que a Verde Alagoas apresente, em até 48 horas, informações detalhadas sobre a situação do sistema, incluindo causas da interrupção, medidas adotadas e previsão de normalização.
Em caso de descumprimento, a empresa poderá ser multada em até R$ 10 mil por dia.
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Falhas recorrentes
Na ação, a defensora pública Elaine Zelaquett destacou que o problema não é isolado e que a população sofre há anos com falhas no serviço, agravadas recentemente por interrupções prolongadas.
A Defensoria argumenta que a concessionária não tem assegurado um serviço adequado, contínuo e eficiente, o que configura violação de direitos fundamentais dos consumidores.
Além do fornecimento por carros-pipa, o órgão solicitou à Justiça a regularização definitiva do abastecimento, a suspensão da cobrança de tarifas durante o período sem água, a apresentação de diagnóstico técnico e a adoção de medidas para evitar novas falhas.
Empresa alega problema na captação
Em nota, a Verde Alagoas informou que a interrupção ocorreu devido ao “aumento acentuado da turbidez da água bruta”, causado pelo excesso de sedimentos na fonte de captação.
Já durante os protestos, a concessionária declarou que realizava distribuição emergencial por caminhões-pipa, mas enfrentou dificuldades de acesso à cidade por conta do bloqueio da rodovia.
Moradores, no entanto, contestam a justificativa e afirmam que a precariedade no abastecimento é recorrente e não depende apenas de fatores climáticos.



