Mandante de assassinato de jovem por ciúmes é condenado a mais de 24 anos de prisão | Foto: Tribunal de Justiça de Alagoas
Após cerca de 13 horas de julgamento, o Tribunal do Júri condenou Wolkmar dos Santos Júnior a 24 anos e seis meses de prisão pelo assassinato de Rian Venâncio da Silva, que tinha 18 anos. O crime ocorreu em 2022, no município de Viçosa, na Zona da Mata de Alagoas, e teria sido motivado por…
Após cerca de 13 horas de julgamento, o Tribunal do Júri condenou Wolkmar dos Santos Júnior a 24 anos e seis meses de prisão pelo assassinato de Rian Venâncio da Silva, que tinha 18 anos. O crime ocorreu em 2022, no município de Viçosa, na Zona da Mata de Alagoas, e teria sido motivado por ciúmes.
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De acordo com a decisão do Conselho de Sentença, o réu foi considerado culpado como mandante do homicídio. Os jurados aceitaram as qualificadoras de motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima, o que aumentou a pena, que deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado.
Segundo as investigações apresentadas durante o julgamento, o jovem mantinha um relacionamento com a ex-namorada do acusado. Inconformado com a situação, Wolkmar teria decidido eliminar o rival e contratado outra pessoa para executar o crime.
Durante o julgamento, o réu negou participação no assassinato e apresentou diferentes versões sobre o caso. No entanto, testemunhas foram ouvidas e alguns depoimentos foram confrontados após surgirem contradições. As informações reunidas no processo acabaram reforçando a tese de que o crime foi planejado.
Ainda conforme relatos apresentados no júri, Rian era conhecido como uma pessoa tranquila e não tinha histórico de conflitos ou desavenças.
Ao final da sessão, o promotor de Justiça Frederico Monteiro afirmou que a condenação representa um passo importante para a família da vítima.
“Encerramos um júri muito difícil. Conseguimos apresentar um conjunto de informações que convenceu o conselho de sentença e resultou na condenação do mandante do crime”, disse.
Na sentença, o juiz Geraldo Amorim destacou que o assassinato foi premeditado. Segundo ele, o acusado já teria feito ameaças contra a vítima e chegou a adquirir a arma usada no homicídio dias antes do crime.
Para o magistrado, as provas apontam que o condenado teve papel central na organização da morte do jovem, o que pesou na definição da pena.



