Flagrante de sexo explícito motivou ação do MPAL
O Ministério Público de Alagoas (MPAL) instaurou um Procedimento Administrativo para acompanhar o cumprimento de uma recomendação da Promotoria de Justiça de Maragogi após a circulação de vídeos que mostram um casal em atos sexuais em um jet-ski no mar da cidade, no dia 29 de outubro de 2025. O caso envolve possíveis violações ambientais…
O Ministério Público de Alagoas (MPAL) instaurou um Procedimento Administrativo para acompanhar o cumprimento de uma recomendação da Promotoria de Justiça de Maragogi após a circulação de vídeos que mostram um casal em atos sexuais em um jet-ski no mar da cidade, no dia 29 de outubro de 2025. O caso envolve possíveis violações ambientais e o uso irregular de motos aquáticas em área protegida.
A portaria que oficializa o procedimento foi publicada no Diário Oficial do MP-AL em 14 de novembro e assinada pela promotora Francisca Paula de Jesus. De acordo com o documento, o principal envolvido nas gravações seria um produtor de conteúdo adulto conhecido como “Binho Ted”, apontado como um dos nomes de destaque do setor no país. Embora o material tenha sido produzido para plataformas de conteúdo erótico, ele se espalhou amplamente pelas redes sociais e aplicativos de mensagem.
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A Promotoria destaca que o episódio não se limita à questão moral ou à repercussão negativa para a imagem do município. O caso também pode configurar infrações ambientais, já que Maragogi integra a Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais, uma unidade de conservação federal que exige conduta rigorosa para preservar o ecossistema marinho.
Além disso, o Decreto Municipal nº 057/2021 proíbe o uso de motos aquáticas para fins comerciais em toda a orla, bem como a circulação desses equipamentos – públicos ou particulares – em áreas de mergulho e preservação, como Galés, Taócas, Barra Grande e o Caminho de Moisés.
Imagens explícitas em “plena luz do dia”
Segundo a promotora, as cenas — que mostram sexo oral no jet-ski — foram gravadas e divulgadas “em plena luz do dia”, o que reforça a necessidade de atuação do Ministério Público. O órgão já havia recebido denúncias relacionadas à circulação irregular de motos aquáticas na região. Em setembro, a Justiça Federal determinou que o município apresentasse um projeto técnico de balizamento náutico para organizar o uso da orla após inquérito do Ministério Público Federal envolvendo a Praia de Antunes.
O MP determinou que a Prefeitura de Maragogi, a Procuradoria-Geral do Município, as secretarias de Turismo, Meio Ambiente e Proteção Social, além da Capitania dos Portos, do 92º Distrito Policial e do 6º Batalhão da PM, reforcem a fiscalização na orla.
Esses órgãos deverão informar, em até cinco dias, se vão acatar integralmente as orientações da Recomendação nº 007/2025 e justificar eventuais discordâncias. O Procedimento Administrativo terá validade inicial de um ano, podendo ser prorrogado.



