Promotoria de Justiça de Arapiraca
O Ministério Público de Alagoas (MPAL) requisitou, nesta sexta-feira (28), a instauração de um inquérito policial para investigar empresários suspeitos de aplicar um golpe que teria causado prejuízo superior a R$ 50 milhões em Arapiraca. As denúncias apontam que os sócios da empresa Incorporadora Alamedas Ltda teriam vendido um mesmo imóvel para até quatro pessoas…
O Ministério Público de Alagoas (MPAL) requisitou, nesta sexta-feira (28), a instauração de um inquérito policial para investigar empresários suspeitos de aplicar um golpe que teria causado prejuízo superior a R$ 50 milhões em Arapiraca. As denúncias apontam que os sócios da empresa Incorporadora Alamedas Ltda teriam vendido um mesmo imóvel para até quatro pessoas e captado recursos de investidores sem devolver os valores no prazo combinado.
De acordo com os relatos recebidos pela 1ª Promotoria de Justiça de Arapiraca, os investigados — pai e filho, conhecidos no ramo da construção civil — teriam agido de má-fé, causando danos financeiros e emocionais às vítimas, que acreditavam realizar o sonho da casa própria.
O promotor de Justiça Thiago Chacon afirmou que foi instaurado um procedimento para resguardar os direitos dos consumidores lesados. Segundo ele, há indícios de negócios fraudulentos, tanto na venda repetida de imóveis quanto na captação irregular de cotas para projetos imobiliários, sem a devida devolução do dinheiro.
“Instauramos hoje um procedimento na 1ª Procuradoria de Justiça de Arapiraca para defender os direitos das pessoas que sentem lesadas. Algumas nos procuraram e afirmaram que os sócios administradores da mencionada empresa são responsáveis pela realização de negócios fraudulentos, ludibriando os consumidores e que uma das práticas mais recorrentes é a de vender o mesmo imóvel para três ou até mesmo quatro clientes. Além disso, os investigados, em tese, estavam recebendo dinheiro como cotas para investimentos em projetos imobiliários, sem a devolução dos valores no prazo e condições ajustadas com os investidores. Então, na tentativa de esclarecer os fatos, bem como por precaução, determinamos a abertura da investigação”, destacou o promotor.
ACOMPANHE O ALAGOAS 24 HORAS NO INSTAGRAM
O MPAL enviou ofícios ao delegado-geral da Polícia Civil, Gustavo Xavier, e ao delegado da 4ª Delegacia Regional de Arapiraca, Edberg Sobral. Ao delegado-geral, Chacon solicitou, se possível, a formação de uma comissão especial para uma investigação aprofundada devido ao grande número de vítimas e ao volume financeiro envolvido.
Já ao delegado regional, o promotor pediu a instauração imediata do inquérito e a adoção de medidas cautelares para apurar materialidade e autoria. O MP ressaltou ainda que, havendo risco de fuga ou ocultação de bens pelos investigados, a apuração deve ocorrer com urgência, com apoio de outras unidades da Polícia Civil, caso necessário.



