quarta-feira, abril 1, 2026
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Obstetras pedem demissão coletiva no Hospital da Cidade


Após o anúncio da redução nos valores dos plantões, médicos obstetras que atuam na maternidade do Hospital da Cidade (HC), em Maceió, decidiram pedir demissão coletiva. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (1º) pelo Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed/AL).

De acordo com a presidente do sindicato, Sílvia Melo, a empresa Maceió Saúde, responsável pela gestão da unidade, alterou o edital nº 05/25 – inicialmente destinado ao chamamento para formalização contratual – incluindo uma redução significativa no valor pago pelos plantões dos especialistas. Diante da mudança, os profissionais optaram pelo desligamento coletivo.

Segundo a dirigente sindical, cerca de 40 obstetras atuam na maternidade do HC, realizando entre 200 e 270 partos por mês. O serviço, considerado essencial, atende tanto gestantes de risco habitual quanto de alto risco, exigindo elevado nível técnico e experiência dos profissionais.

“Estes profissionais atendem risco habitual e alto risco, o que exige rigor técnico, experiência e habilidade para garantir segurança às mães e bebês. Não é justo que sejam tratados com demérito” afirmou a líder sindical.

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Ela também criticou o impacto da medida sobre os profissionais contratados como Pessoa Jurídica (PJ), que já não contam com garantias trabalhistas.

“Para os que atuam como Pessoa Jurídica (PJ), modalidade que já não oferece garantias trabalhistas básicas, esse corte salarial é ainda pior. Enfim, esgotamos todas as vias de diálogo, como não houve entendimento, o consenso da categoria é pelo rompimento do serviço. A desvalorização torna insustentável a continuidade das atividades”, alegou.

O Sinmed/AL alerta que a saída coletiva pode comprometer seriamente a assistência materno-infantil na capital.

“A segurança de mães e recém-nascidos não pode ser negligenciada, tampouco o médico deve ser sacrificado em nome de ajustes orçamentários. O Sinmed/AL segue ao lado dos obstetras, pois entendemos que o valorização é o um dos caminhos para assegurar uma assistência qualificada à população alagoana”, concluiu Silvia Melo.

A entidade informou ainda que segue acompanhando a situação e espera uma solução que evite prejuízos à rede de saúde de Maceió.





Fonte: Alagoas 24h

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