Quando o clube silencia, o blog entrega os números.
A saída de Anselmo Ramon para o Goiás foi anunciada com emoção e agradecimentos, mas sem detalhe algum sobre valores. O motivo? Uma cláusula de confidencialidade. Mas os bastidores, como sempre, vêm à tona.
Aqui está a conta que o torcedor queria — e o clube não quis divulgar:
O CRB recebeu R$ 1 milhão pela liberação de Anselmo Ramon.
O Goiás assumiu o salário integral de Breno Herculano até 31 de dezembro (cerca de R$ 80 mil/mês = R$ 720 mil).
Também foi o Goiás quem pagou R$ 180 mil em comissões a empresários e intermediários.
Total da operação: R$ 1,9 milhão.
Quem pagou a maior parte? O Goiás.
E tem mais: o CRB ficou com 50% dos direitos econômicos de Breno Herculano, atacante de 26 anos, que assinou contrato até o fim de 2027. Os outros 50% estão divididos entre o Aimoré-RS (20%), o próprio jogador (20%) e o Goiás (10%). Ou seja, além do lucro imediato, o CRB passou a ser dono de metade de um ativo jovem com potencial de revenda.
O que salta aos olhos é o modelo de negócio: transformar a saída de um ídolo veterano de 36 anos — que em 99% dos clubes sairia sem deixar um real no caixa — em dinheiro, reforço e projeção de futuro. Esse tipo de movimento raramente acontece no futebol nordestino, onde normalmente os clubes perdem jogadores por fim de contrato ou rescisão amigável.
Com Breno, o CRB aposta na valorização. O atacante tem passagem por clubes como Aimoré e Goiás, e embora venha de uma temporada sem brilho, chega com idade boa e tempo para evoluir. A diretoria regatiana jogou uma ficha alta, sim — mas com lógica de mercado.
Se Anselmo foi embora deixando gols e história, Breno chega como projeto. E o clube, ao contrário do que pareceu num primeiro momento, não saiu perdendo. Fez caixa, reduziu folha e ainda saiu com um ativo no bolso. O torcedor pode até questionar a decisão técnica. Mas no quesito negócio, o CRB fez um gol de placa.



