quarta-feira, março 18, 2026
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PF abre inquérito para investigar caso de influenciadores pagos para atacar BC após liquidação do Master


PF ouve dois investigados no inquérito sobre fraude bilionária do Master com o Banco de Brasília — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

A Polícia Federal (PF) abriu um inquérito para investigar denúncias de influenciadores que alegam ter sido procurados para gravar conteúdos com críticas ao Banco Central (BC), após a instituição decretar a liquidação extrajudicial do Banco Master, de Daniel Vorcaro. A decisão do BC ocorreu em novembro do ano passado, após a PF realizar uma operação contra Vorcaro e outros…

A Polícia Federal (PF) abriu um inquérito para investigar denúncias de influenciadores que alegam ter sido procurados para gravar conteúdos com críticas ao Banco Central (BC), após a instituição decretar a liquidação extrajudicial do Banco Master, de Daniel Vorcaro.

A decisão do BC ocorreu em novembro do ano passado, após a PF realizar uma operação contra Vorcaro e outros integrantes da diretoria do Master, acusados de fraudes financeiras. Nesta semana, a Justiça começou a ouvir os depoimentos dos investigados no caso.

A abertura do inquérito foi autorizada pelo relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli. A PF fez uma análise preliminar das postagens e identificou possíveis crimes e pediu ao Supremo autorização para investigar. A ideia é apurar uma ação orquestrada contra o BC.

Produtores de conteúdo alegam que foram procurados para difundir a mensagem de que a liquidação teria sido “precipitada”. A informação foi divulgada pelo blog da Andréia Sadi, no g1, no início deste mês.

A ideia era compartilhar vídeos que reverberassem a posição da Corte e colocassem em xeque a ação do Banco Central.

O caso foi revelado após os influenciadores de direita Rony Gabriel e Juliana Moreira Leite revelarem ter recebido propostas para difundir em seus perfis nas redes sociais narrativas a favor do Master.

Influenciadores com quem o g1 conversou revelam propostas similares, de três meses de duração para uma série de postagens, oito por mês. Eles foram abordados em dezembro.

A GloboNews identificou, no mesmo período, publicações com teor semelhante por parte de outros influenciadores que, somados, têm mais de 36 milhões de seguidores somente no Instagram. O objetivo da PF também é identificar se eles foram pagos para isso e se agiram de forma coordenada.





Fonte: Alagoas 24h

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