PM é acionada para intervir em invasão de movimento a supermercado | Foto: Cortesia
Uma manifestação realizada na manhã deste sábado (20) em um supermercado no bairro da Serraria, em Maceió, terminou com a presença da Polícia Militar após a ocupação do estabelecimento por famílias de baixa renda ligadas ao Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB). A ação integra uma mobilização nacional da entidade dentro da…
Uma manifestação realizada na manhã deste sábado (20) em um supermercado no bairro da Serraria, em Maceió, terminou com a presença da Polícia Militar após a ocupação do estabelecimento por famílias de baixa renda ligadas ao Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB). A ação integra uma mobilização nacional da entidade dentro da campanha “Natal sem Fome”.
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De acordo com os organizadores, o ato teve caráter pacífico e buscou chamar a atenção para o aumento do custo de vida, a carestia dos alimentos e a fome enfrentada por parcela significativa da população. Além disso, os manifestantes destacaram o contraste entre essa realidade e os lucros registrados por grandes redes varejistas do setor alimentício.
No entanto, a gerência do supermercado acionou a Polícia Militar, que compareceu ao local com um efetivo estimado em mais de 15 policiais. A presença ostensiva ocorreu enquanto o protesto ainda estava em andamento.
Em seguida, participantes relataram abordagem considerada excessiva por parte dos agentes. Segundo lideranças do movimento, a mobilização ocorreu de forma organizada e sem registro de violência, tendo como objetivo exclusivo a visibilidade de um problema social. “É um protesto pacífico para denunciar a fome e a dificuldade das famílias em garantir o básico”, afirmaram.
Por outro lado, em nota, a Polícia Militar informou que uma manifestante foi encaminhada à Central de Flagrantes após relatar suposta truculência policial. Ainda segundo a corporação, foi lavrado um boletim de ocorrência por calúnia.
Por fim, conforme relataram os policiais, os gestores do supermercado alegaram não ser possível atender imediatamente às demandas apresentadas durante a ocupação, mas informaram que se dispõem a receber representantes do movimento na próxima semana para diálogo.



