Enfermeiro Ítalo Fernando foi morto a tiros em Arapiraca
A Justiça de Alagoas tornou réu o policial militar Weliton Miguel dos Santos pelo assassinato do enfermeiro Ítalo Fernando de Melo, ocorrido na suíte 62 do Motel Imperial, em Arapiraca, em dezembro do último ano. A decisão acolheu denúncia por homicídio qualificado, com indícios de motivo torpe e uso de recurso que dificultou a defesa…
A Justiça de Alagoas tornou réu o policial militar Weliton Miguel dos Santos pelo assassinato do enfermeiro Ítalo Fernando de Melo, ocorrido na suíte 62 do Motel Imperial, em Arapiraca, em dezembro do último ano. A decisão acolheu denúncia por homicídio qualificado, com indícios de motivo torpe e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.
A 5ª Vara Criminal de Arapiraca recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público e determinou a citação do réu, que tem prazo de dez dias para apresentar defesa. Caso não constitua advogado, a Defensoria Pública assumirá o acompanhamento do processo. Weliton passou por audiência de custódia e segue preso. O processo tramita em segredo de justiça, mas o trâmite foi confirmado pela assessoria do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL).
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As investigações apontam que o policial teria instalado um dispositivo de rastreamento clandestino no veículo da esposa para segui-la até o motel, onde ela se encontrava com a vítima. Segundo a apuração, Weliton arrombou a porta do quarto, efetuou os disparos e deixou o local logo em seguida.
A Polícia Civil prendeu o militar em flagrante após o crime. Entre as provas reunidas estão um projétil recolhido na cena, compatível com a munição apreendida com o acusado, e uma pistola Glock calibre 9 milímetros encaminhada para perícia. A Justiça também determinou perícias complementares no quarto do motel, a serem realizadas pelo Instituto de Criminalística.
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Além disso, o juiz solicitou exames técnicos no computador da vítima e o envio do laudo cadavérico pelo Instituto Médico Legal. A conduta da esposa do policial também será investigada, após o envio de cópias do processo para apuração de possível falsa comunicação de crime. Em depoimento, o réu optou por permanecer em silêncio.
A decisão que tornou Weliton Miguel dos Santos réu é do juiz Rômulo Vasconcelos de Albuquerque.



