segunda-feira, março 16, 2026
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Ponta Verde afundando? Artigo internacional cita possível causa


Orla da Ponta Verde é um dos principais pontos turísticos de Maceió.

Um assunto que viralizou nas redes sociais e gerou apreensão entre moradores e investidores voltou ao centro do debate em Maceió: afinal, o bairro da Ponta Verde corre risco de afundamento? A dúvida ganhou força após declarações de um engenheiro em um podcast. Agora a Defesa Civil de Maceió se manifestou oficialmente e trouxe esclarecimentos…

Um assunto que viralizou nas redes sociais e gerou apreensão entre moradores e investidores voltou ao centro do debate em Maceió: afinal, o bairro da Ponta Verde corre risco de afundamento? A dúvida ganhou força após declarações de um engenheiro em um podcast. Agora a Defesa Civil de Maceió se manifestou oficialmente e trouxe esclarecimentos técnicos sobre o caso.

O QUE DEU ORIGEM AO ALERTA?

O tema ganhou repercussão depois que o engenheiro civil Marcos Carnaúba afirmou em entrevista ao podcast Estruturando Soluções que haveria indícios preliminares de subsidência (rebaixamento do solo) também na Ponta Verde, bairro nobre e altamente verticalizado da capital.

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Carnaúba chegou a levantar a hipótese de que, em vez de o mar estar avançando, o continente poderia estar afundando, alterando a leitura tradicional sobre mudanças no litoral. Pesquisadores internacionais citados por ele teriam ainda classificado o caso de Maceió como um dos maiores acidentes geológicos urbanos do mundo ligados à exploração do subsolo.

O QUE DIZ A DEFESA CIVIL?

Diante da repercussão, o geólogo da Defesa Civil de Maceió, Emmanuel Neto, falou sobre o caso para esclarecer o assunto e afastar conclusões precipitadas. Segundo o órgão, as características mencionadas não se confundem com o processo de subsidência causado pela mineração, responsável pelo afundamento do solo em outros bairros da capital.

Neto explicou ainda que a Ponta Verde está distante das cavidades de exploração mineral, que atualmente estão sendo preenchidas, o que reduz a possibilidade de relação direta com o problema já conhecido em outras regiões.

Ao falar sobre o tema, o geólogo citou um artigo científico internacional, publicado no Journal of South American Earth Sciences, que analisa um caso na parte baixa de Maceió e aponta como possível causa a superexploração de aquíferos. Ou seja, a retirada excessiva de água subterrânea sem recarga suficiente pelas chuvas.

Esse tipo de fenômeno, segundo a Defesa Civil, já ocorreu em cidades como Recife (PE) e pode provocar rebaixamento gradual do solo, sem qualquer relação com mineração. “Quando não há uma recarga natural suficiente pela água da chuva, pode haver o rebaixamento do solo”, explicou o geólogo.

EXISTE RISCO REAL?

De acordo com o coordenador-geral da Defesa Civil de Maceió, Abelardo Nobre, alguns desses afundamentos ocorrem de forma muito lenta, o que não põe em risco a vida das pessoas. Em outras situações, como o caso do afundamento do solo ativo nos bairros do Pinheiro, Bebedouro, Mutange, e em parte do Farol e do Bom Parto, foi necessária a retirada da população.

A Defesa Civil de Maceió monitora toda a cidade, a fim de identificar e mapear riscos, para agir de forma preventiva.





Fonte: Alagoas 24h

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