O caso da adolescente de 17 anos supostamente vítima de estupro coletivo na cidade de Quebrangulo teve uma reviravolta esta semana. A Polícia Civil de Alagoas informou nesta quarta-feira, 17, que concluiu o inquérito sobre o caso e está descartada a possibilidade da menor ter sido vítima de violência sexual. Durante coletiva de imprensa, os…
O caso da adolescente de 17 anos supostamente vítima de estupro coletivo na cidade de Quebrangulo teve uma reviravolta esta semana. A Polícia Civil de Alagoas informou nesta quarta-feira, 17, que concluiu o inquérito sobre o caso e está descartada a possibilidade da menor ter sido vítima de violência sexual.
Durante coletiva de imprensa, os delegados Marcos Silveira, titular da delegacia de Quebrangulo e Igor Diego, coordenador da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), passaram detalhes sobre as investigações.
Eles relataram que os depoimentos inicial e final da menor apresentaram divergências. Com isso, as equipes policiais passaram a aprofundar as investigações e descobriram que não há indícios de que a adolescente tenha sido abusada sexualmente.
“Ouvimos todos os investigados e testemunhas que foram arroladas. Ao final, ouvimos novamente a vítima para que pudéssemos ter uma ideia exata do que aconteceu devido a algumas divergências nos depoimentos. Hoje estamos com o inquérito praticamente concluído depois destes últimos 15 dias de trabalho”, disse o delegado Marcos Silveira.
Os delegados alegam que após o confronto de imagens de vídeos e depoimentos de testemunhas, a polícia pôde concluir que a adolescente manteve relações sexuais de forma consentida com os rapazes uma vez que não houve o emprego de ameaça ou violência.
“Também foi verificado nas imagens em que ela está no bar e não apresenta nenhum sinal visível de embriaguez, pois está andando normalmente na rua e sai normalmente, entrando no carro de um dos envolvidos para ir para casa de um dos rapazes. A versão apresentada por ela é completamente incompatível com o que foi apurado durante os fatos. Ouvimos diversas pessoas, ouvimos também todos os envolvidos que participaram da prática desses atos sexuais. E é importante dizer que o ato sexual com esses rapazes é incontestável. De fato, as relações sexuais aconteceram com todos eles. Contudo, o que verificamos é que não ficou configurado o crime de estupro”, disse o delegado Igor Diego
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A hipótese de estupro de vulnerável também foi descartada já que não ficou comprovado que a adolescente estava em um estado de embriaguez completo, que a deixasse incapaz de consentir o ato.
“Não ficou constatada uma embriaguez completa a tal ponto dela não saber o que estava fazendo. Isso com base nas provas objetivas e em todos os depoimentos e imagens que nós colhemos. Então, por conta disso, também não ficou configurado crime de estupro de vulnerável”, explicou o delegado.
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No entanto, alguns dos jovens serão responsabilizados por registrar e divulgar cenas de sexo envolvendo criança ou adolescente. Eles teriam filmado e publicado em redes sociais um vídeo onde a adolescente aparece mantendo relações sexuais com um dos rapazes.
“Durante a prática do ato sexual com um dos rapazes, outro indivíduo que estava na casa, por meio da brecha da porta do quarto, registrou o ato sexual da adolescente com um dos rapazes. Após fazer esse registro pelo celular dele, mandou para o grupo de WhatsApp da cidade com visualização única. Então, para esse indivíduo que fez o registro, que filmou e que também divulgou, ele vai responder criminalmente. As pessoas que receberam os vídeos e divulgaram as imagens também serão responsabilizadas”, acrescentou o delegado.
A Polícia Civil avalia ainda se a adolescente irá responder por denunciação caluniosa.
“Ela disse nas declarações que acha que teria sido dopada e que teria sido abusada sexualmente por esses rapazes. Alegou também a situação de que ela estava embriagada. Então, nós vamos apurar se, de fato, ela queria incriminar esses rapazes, porque o crime de denunciação caluniosa é aquele em que a pessoa tem o desejo de abrir um procedimento contra determinadas pessoas, ou se, de fato, ela teria contado esses fatos para dar uma justificativa aos pais após toda essa repercussão na cidade. Então, a depender do objetivo, ela poderá ou não responder por esse ato infracional de denunciação caluniosa”, explicou o delegado.



