segunda-feira, março 16, 2026
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Síndico do prédio onde corretora desapareceu é preso, diz delegado


Corretora de imóveis Daiane Alves desaparecida em Caldas Novas no prédio em mora. — Foto: Arquivo Pessoa/Fernanda Alves e Reprodução TV Anhanguera

O síndico e o filho foram presos pela Polícia Civil nesta quarta-feira (28) suspeitos do homicídio da corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, que desapareceu em dezembro do ano passado, em Caldas Novas, no sul de Goiás. Além deles, o porteiro foi encaminhado à delegacia para prestar esclarecimentos. De acordo com o delegado Pedromar…

O síndico e o filho foram presos pela Polícia Civil nesta quarta-feira (28) suspeitos do homicídio da corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, que desapareceu em dezembro do ano passado, em Caldas Novas, no sul de Goiás. Além deles, o porteiro foi encaminhado à delegacia para prestar esclarecimentos. De acordo com o delegado Pedromar Augusto de Souza, o corpo da corretora foi encontrado.

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O g1 entrou em contato com a defesa do síndico, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem. O nome do porteiro não foi divulgado.

Segundo o delegado, os suspeitos foram presos em investigação do crime de homicídio. O porteiro do prédio foi conduzido para a delegacia para prestar esclarecimentos sobre o crime de condução coercitiva.

De acordo com apuração da TV Anhanguera, o corpo foi encontrado em estado de ossada. Em conversa com a polícia, o síndico teria dito que agiu sozinho no momento e que discutiu com a corretora no subsolo do prédio.

O caso teve início em 17 de dezembro de 2025, quando a corretora foi vista entrando no elevador, passando pela portaria para falar com o recepcionista e depois retornando ao elevador, descendo para o subsolo. A partir daí, ela não foi mais vista.

A polícia ainda não divulgou se as prisões são preventivas ou temporárias e nem o que pai, filho e porteiro teriam dito em depoimento.

Desapareceu no subsolo
Daiane é natural de Uberlândia (MG), mas morava em Caldas Novas há dois anos, onde administrava apartamentos da família naquele condomínio. No noite em que desapareceu, Daiane enviou um vídeo para uma amiga dizendo que a energia de seu apartamento havia sido desligada.

Segundo a família, as quedas de energia eram frequentes e provocadas propositalmente.

“Era normal aqui a gente passar por esse tipo de problema [falta de energia] então, a gente já se prevenia gravando o que estivesse acontecendo”, disse Nilse sobre o motivo da gravação.

No vídeo enviado para a amiga, ela filma o quadro de luz no andar do apartamento e volta na porta novamente, testando o interruptor, mostrando que o imóvel estava sem energia. Este é o vídeo que ela estava gravado quando entra no elevador, antes de parar na recepção.

Subsolo do prédio
Ainda gravando um vídeo para amiga, a corretora aparece na câmera entrando no elevador às 18h57. Dentro da cabine, ela encontra um homem e explica que está descendo ao subsolo para tentar restabelecer a energia do apartamento.

“Todas as minhas contas estão pagas, então não tem motivo da minha energia ter sido rompida”. No elevador, ela ainda diz que alguém poderia estar “brincando de desligar” o disjuntor.

Os dois descem do elevador às 18h58 e dois minutos depois ela volta sozinha para a cabine. Segundos depois, Daiane desce ao subsolo e, desde então, estava desaparecida.

Câmeras de segurança
No primeiro momento, a família tinha informações de que não haviam imagens de câmeras de segurança no subsolo. Entretanto, na última semana, o gravador de câmeras foi levado para passar pela perícia.

“O DVR foi apreendido para a gente certificar se não houve nenhum tipo de adulteração e, se houve, qual foi e em que momento foi, se existiam imagens que poderiam estar perdidas e que não tenham sido passadas para a Polícia Civil”, contou o delegado.

Além do gravador das câmeras de segurança, a Polícia Civil recolheu também os objetos pessoais que estavam no apartamento da corretora.

Perseguição
Após o desaparecimento, o síndico foi denunciado pelo Ministério Público pelo crime de perseguição (stalking), com agravante de abuso de função. Com esta denúncia, são 12 os processos relacionados a ambos.

Segundo a denúncia do promotor de Justiça Cristhiano Menezes da Silva Caires, o suspeito teria utilizado a posição de síndico para criar obstáculos à rotina de Daiane, passando a vigiá-la por meio do sistema de câmeras do condomínio e a submetê-la a constrangimentos.

Segundo a denúncia, a conduta do síndico incluía interferência no fornecimento de serviços essenciais dos apartamentos administrados por Daiane como água, energia, gás e internet.

 





Fonte: Alagoas 24h

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