O presidente dos EUA, Donald Trump | Foto: REUTERS/Jonathan Ernst
O presidente Donald Trump falou pela primeira vez após o encerramento das negociações de segurança no Paquistão. Por meio de sua rede social, a “Truth Social”, ele anunciou neste domingo (12) que a Marinha dos Estados Unidos iniciará um bloqueio total ao Estreito de Ormuz. A medida ocorre após o fracasso nas tratativas sobre o…
O presidente Donald Trump falou pela primeira vez após o encerramento das negociações de segurança no Paquistão.
Por meio de sua rede social, a “Truth Social”, ele anunciou neste domingo (12) que a Marinha dos Estados Unidos iniciará um bloqueio total ao Estreito de Ormuz.
A medida ocorre após o fracasso nas tratativas sobre o programa nuclear iraniano em Islamabad.
Em tom de ameaça direta, Trump afirmou que a paciência com Teerã esgotou: “Qualquer iraniano que atirar em nós, ou em embarcações pacíficas, será EXPLODIDO PARA O INFERNO!”.
Segundo o republicano, embora a maioria dos tópicos tenha avançado, a falta de consenso sobre o programa nuclear iraniano inviabilizou o pacto.
“O único ponto que realmente importava, o NUCLEAR, não foi [acordado]”, escreveu o presidente.
Bloqueio e força militar
Trump autorizou a Marinha americana a buscar e interceptar, inclusive em águas internacionais, qualquer navio comercial que tenha pago taxas ou “pedágios” ao governo do Irã para navegar na região. S
Segundo o presidente, “ninguém que pague um pedágio ilegal terá passagem segura em alto-mar”.
Trump afirmou que o bloqueio contará com a participação de outros países e que as Forças Armadas estão prontas para “terminar o pouco que resta do Irã”, alegando que a infraestrutura militar de Teerã já estaria devastada.
“A Marinha deles acabou, a Força Aérea deles acabou. A defesa antiaérea e o radar deles são inúteis”
“A Marinha dos EUA iniciará o processo de BLOQUEIO de toda e qualquer embarcação que tente entrar ou sair do Estreito de Ormuz. Estamos totalmente ‘travados e carregados’.”
Fracasso na diplomacia
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, que liderou a delegação americana, afirmou ao deixar o Paquistão que “o Irã escolheu não aceitar os termos americanos”.
Segundo Vance, o ponto de ruptura foi a recusa de Teerã em dar garantias afirmativas de que não buscará armas nucleares a longo prazo.
Do outro lado, o líder do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, classificou as exigências de Washington como “não razoáveis” e acusou os EUA de violarem cláusulas de cessar-fogo prévias.
Ghalibaf afirmou que a postura americana impediu qualquer progresso real, mantendo o “profundo déficit de confiança” entre as nações



