segunda-feira, maio 4, 2026
spot_img

Saiba como eliminar e evitar doenças graves


Caramujo africano é um molusco terrestre originário da África e que pode ser encontrado em Alagoas | Foto: Carla Cleto

A Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau) emitiu um alerta crítico sobre os riscos à saúde pública causados pelo caramujo africano (Achatina fulica), espécie que se prolifera rapidamente durante o período de chuvas. Segundo a bióloga Bruna Mesquita, da Sesau, o molusco atua como vetor de doenças graves, como a meningite eosinofílica e…

A Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau) emitiu um alerta crítico sobre os riscos à saúde pública causados pelo caramujo africano (Achatina fulica), espécie que se prolifera rapidamente durante o período de chuvas. Segundo a bióloga Bruna Mesquita, da Sesau, o molusco atua como vetor de doenças graves, como a meningite eosinofílica e a angiostrongilíase abdominal.

Presente em ambientes quentes e úmidos, o animal não possui predadores naturais no Brasil, o que exige atenção redobrada da população em quintais, hortas e terrenos baldios de Maceió e do interior.

ACOMPANHE O ALAGOAS 24 HORAS NO INSTAGRAM

Como realizar a remoção segura?

A especialista destaca que a remoção pode ser feita de forma manual, mas exige rigoroso cuidado com a proteção. O contato direto com o muco do animal é o principal caminho para a transmissão de parasitas. Para eliminá-los com segurança, siga as orientações:

  • Proteção obrigatória: “As pessoas devem usar botas e luvas de borracha” para evitar qualquer contato com o molusco.

  • Método de descarte: Coloque os animais em um balde, adicione água sanitária e mantenha o recipiente fechado por 24 horas.

  • Finalização: Após o período de desinfecção, descarte os caramujos em via seca e o líquido no sistema de esgoto.

Sintomas e grupos de risco

A bióloga ressalta que a limpeza constante dos quintais é a melhor forma de evitar a infestação. Caso ocorra contato acidental, é necessário observar o aparecimento de febre e mal-estar. O alerta é ainda mais rigoroso para “crianças, idosos e imunosuprimidos”, que são mais vulneráveis ao desenvolvimento de quadros graves.

“Caso estes sintomas surjam após contato com esse molusco, o recomendado pelas autoridades de saúde pública é procurar a unidade de saúde mais próxima”, reforça Bruna Mesquita. O diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento de doenças causadas por esse invasor.





Fonte: Alagoas 24h

Leia Também

- Publicidade -spot_img

ÚLTIMAS NOTÍCIAS