Joyce Roberta recebeu alta após 1 ano e 4 meses internada no HGE, em Maceió | Juliete Bezerra e Natália Lessa / Ascom HGE
Após uma batalha de 16 meses pela vida, a adolescente Joyce Roberta da Silva Paulino, de 15 anos, recebeu alta hospitalar do Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió, nesta quarta-feira (6). Atropelada na véspera de Natal de 2024 no bairro Vergel do Lago, a jovem superou um grave traumatismo cranioencefálico (TCE) e diversas complicações…
Após uma batalha de 16 meses pela vida, a adolescente Joyce Roberta da Silva Paulino, de 15 anos, recebeu alta hospitalar do Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió, nesta quarta-feira (6).
Atropelada na véspera de Natal de 2024 no bairro Vergel do Lago, a jovem superou um grave traumatismo cranioencefálico (TCE) e diversas complicações clínicas. O retorno para casa acontece em um momento simbólico, permitindo que a família celebre o Dia das Mães reunida.
Uma longa jornada de recuperação
Durante o período de internação, Joyce contou com a assistência contínua de uma equipe multidisciplinar na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica. Médicos, fisioterapeutas, enfermeiros e assistentes sociais uniram esforços para reverter o estado crítico da paciente. Segundo o médico pediatra Roney Damacena, casos de TCE exigem tecnologia e resposta rápida, pois o impacto pode causar sequelas motoras e cognitivas permanentes.
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Além do suporte clínico, o Serviço Social do HGE desempenhou um papel fundamental ao garantir os direitos da adolescente. Devido à vulnerabilidade socioeconômica da família, a equipe articulou o acesso ao serviço de home care e benefícios assistenciais necessários para a continuidade do tratamento domiciliar.
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Alerta: Crescimento nos índices de atropelamentos
A alta de Joyce ocorre em meio a dados preocupantes divulgados pela unidade hospitalar. Somente nos primeiros quatro meses de 2026, o HGE registrou 174 atropelamentos, um aumento significativo em comparação aos 126 casos no mesmo período de 2025. Ao todo, a unidade já contabilizou 2.178 acidentes de trânsito neste início de ano.
De acordo com especialistas do hospital, a falta de infraestrutura urbana, como faixas de pedestres e iluminação deficiente, eleva os riscos para crianças e adolescentes em áreas vulneráveis. “Hoje estou saindo daqui com ela nos braços do meu coração. O melhor presente de Dia das Mães chegou antes”, comemorou Elisângela Leite, mãe de Joyce, ao deixar o hospital.
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