Sessenta e um policiais militares compõem a CPR | Weslley Ferreira / Ascom PMA
A Polícia Militar de Alagoas oficializou a criação da Companhia de Pronta Resposta (CPR), uma subunidade estratégica desenhada para modernizar o policiamento especializado no interior do estado. A nova força, que já opera desde o dia 1º de maio, substitui o antigo modelo de pelotões isolados por uma estrutura centralizada e mais potente, focada inicialmente…
A Polícia Militar de Alagoas oficializou a criação da Companhia de Pronta Resposta (CPR), uma subunidade estratégica desenhada para modernizar o policiamento especializado no interior do estado. A nova força, que já opera desde o dia 1º de maio, substitui o antigo modelo de pelotões isolados por uma estrutura centralizada e mais potente, focada inicialmente na Zona da Mata e no Litoral Norte alagoano.
Com sede em São Miguel dos Milagres, a CPR reúne 61 policiais altamente qualificados para responder com agilidade a ocorrências de alta complexidade, como o tráfico de drogas e distúrbios civis.
Modernização e Força de elite
A mudança encerra o modelo de pequenos grupos isolados nos batalhões para criar uma força de reação rápida. Antes, o efetivo do Pelopes atuava com cerca de seis policiais por turno em cada unidade, o que limitava a capacidade de resposta em grandes crises.
“Ao reunir esses policiais em uma única companhia, a ideia é dispor de múltiplas equipes prontas para atuar”, explicou o comandante do Comando de Missões Especiais (CME), tenente-coronel Henrique Jatobá.
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Ele reforça que a mudança segue tendências nacionais de sucesso: “O modelo tradicional de pelotões isolados remonta a doutrinas antigas das Forças Armadas, que a própria instituição militar já superou. Estados como São Paulo e Pernambuco já adotam essa centralização regionalizada”.
Treinamento e expansão
A CPR é composta por militares oriundos do 2º, 6º e 14º Batalhões, além da 8ª Companhia Independente. Para garantir a excelência, o grupo passará por um nivelamento operacional ministrado por tropas de elite como o Bope, Rotam e Choque.
O comandante-geral da PM, coronel Paulo Amorim, destaca que a unidade é um passo estratégico para a segurança estadual.
“Com essa nova subunidade, a Polícia Militar passa a ter uma capacidade de reação muito mais ágil e técnica no interior. O objetivo é expandir esse projeto, visando beneficiar outras áreas do nosso estado”, afirmou o coronel, antecipando que o modelo deve chegar ao Agreste alagoano nos próximos meses.
O que muda na prática?
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Área de Atuação: União dos Palmares, Novo Lino, São Luís do Quitunde, Maragogi e região.
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Foco Operacional: Repressão ao tráfico, cumprimento de mandados de prisão, controle de distúrbios e combate à violência.
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Efetivo: 61 policiais militares com apoio direto da Diretoria de Inteligência (DINT).
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Mobilidade: Substituição de pelotões estáticos por equipes móveis e coordenadas.



