segunda-feira, setembro 14, 2026
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Furtos de cabos de semáforos ameaçam trânsito; DMTT aciona polícia


Nos últimos dois meses, foram identificados mais de 10 casos.

O Departamento Municipal de Transportes e Trânsito (DMTT) registrou um Boletim de Ocorrência junto à Polícia Civil de Alagoas nesta segunda-feira, 14, em Maceió, para investigar uma série contínua de furtos de cabos e equipamentos semafóricos que já soma mais de 10 casos nos últimos dois meses. A prática criminosa compromete diretamente a segurança viária,…

O Departamento Municipal de Transportes e Trânsito (DMTT) registrou um Boletim de Ocorrência junto à Polícia Civil de Alagoas nesta segunda-feira, 14, em Maceió, para investigar uma série contínua de furtos de cabos e equipamentos semafóricos que já soma mais de 10 casos nos últimos dois meses. A prática criminosa compromete diretamente a segurança viária, destrói o patrimônio público e coloca motoristas e pedestres sob risco constante de acidentes nas principais vias da capital.

As equipes do DMTT constataram os episódios mais recentes no Centro — no cruzamento das ruas Barão de Atalaia e Misael Domingues — e no Poço, na esquina da Av. Cid Escala com a Travessa Senhor do Bonfim. Neste último local, os criminosos tentaram cortar a fiação, provocando um curto-circuito que apagou todo o sistema. Ambas as intervenções emergenciais ocorreram após denúncias de moradores que flagraram os semáforos inoperantes.

Entre os materiais roubados estão focos repetidores semafóricos, cabeamento de cobre, botoeiras e outros componentes essenciais.

“É preocupante! Um equipamento inoperante é um risco para as pessoas, risco para um pedestre em travessia, risco para os motorista e isso sem citar o prejuízo à mobilidade”, destaca André Costa, diretor-presidente do DMTT.

E completou: “Quando os cabos são cortados ou retirados, os equipamentos entram em pane, aumentando de forma crítica o risco de colisões e atropelamentos, principalmente em cruzamentos de grande fluxo”.

O Impacto Invisível na Rotina da Cidade

O furto de fiação vai muito além do apagão nos sinais. O DMTT alerta que essa prática causa um efeito em cadeia que prejudica toda a infraestrutura urbana:

  • Trânsito travado: A perda de sincronismo dos semáforos paralisa as artérias principais e sobrecarrega os bairros vizinhos.

  • Atraso em resgates: Ambulâncias, viaturas e carros do Corpo de Bombeiros enfrentam retenções graves, atrasando socorros urgentes.

  • Agentes fora de posição: Equipes do DMTT precisam abandonar fiscalizações e ações educativas para orientar o tráfego manualmente.

  • Dinheiro público no lixo: Recursos que deveriam modernizar a mobilidade da capital acabam gastos na compra repetida de fios e reparos emergenciais.

Como a população pode ajudar?

Embora as equipes de manutenção atuem com rapidez para restabelecer os sinais, o combate efetivo exige o apoio da sociedade. Ao notar pessoas em atitudes suspeitas mexendo em fiações, caixas de passagem ou na estrutura dos semáforos — sobretudo no período noturno —, acione imediatamente a polícia.

Lei mais dura

A legislação brasileira pune com rigidez tanto quem corta os fios quanto quem compra o material roubado:

Para quem executa o furto:

  • Furto Qualificado (Art. 155, § 4º ou § 8º do CP): Pena de 2 a 8 anos de reclusão, mais multa (com agravante em caso de destruição de estruturas).

  • Crime de Dano ao Patrimônio Público (Art. 163, Parágrafo Único, III do CP): Detenção de 6 meses a 3 anos, além de multa.

  • Atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública (Art. 265 do CP): Reclusão de 1 a 5 anos e multa por paralisar sinalização pública.

Para quem compra o cobre (Ferros-velhos e receptadores):

  • Receptação Qualificada (Art. 180, § 1º e § 7º do CP): Adquirir ou vender material sabendo de sua origem ilícita gera pena de 3 a 8 anos de reclusão, podendo dobrar a depender da modalidade, além da cassação do alvará do estabelecimento.





Fonte: Alagoas 24h

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