quarta-feira, setembro 30, 2026
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Quadrilha que aplicava golpe do falso vale-gás em Alagoas é presa no Espírito Santo


Golpes eram aplicados em Alagoas e mais três estados do Brasil

Uma quadrilha especializada em estelionato, que fez vítimas em Alagoas ao aplicar o “Golpe do Falso Vale-Gás” contra idosos e pensionistas foi presa. O esquema foi desmantelado pela Polícia Civil do Espírito Santo, que confirmou a atuação direta do grupo no estado alagoano, além de Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. O grupo…

Uma quadrilha especializada em estelionato, que fez vítimas em Alagoas ao aplicar o “Golpe do Falso Vale-Gás” contra idosos e pensionistas foi presa. O esquema foi desmantelado pela Polícia Civil do Espírito Santo, que confirmou a atuação direta do grupo no estado alagoano, além de Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo.

O grupo criminoso, composto por pelo menos 10 integrantes e chefiado do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, mapeava vulnerabilidades de idosos aposentados e pensionistas que recebiam entre um salário mínimo e R$ 2 mil. Em Alagoas e nos demais estados atingidos, os estelionatários abordavam as vítimas presencialmente em suas residências — preferencialmente até as 17h, quando os idosos estavam sós — oferecendo um suposto cadastro para o recebimento mensal de benefícios sociais e do vale-gás.

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Durante a falsa abordagem informativa, uma executora de campo utilizava o celular para realizar o reconhecimento e a biometria facial do idoso sob o pretexto de “validação cadastral”. Com os dados e o escaneamento facial em mãos, os golpistas realizavam a abertura de contas digitais, portabilidade salarial, antecipação de 13º salário e contratação de empréstimos consignados sem o consentimento da vítima.

Confissões de integrantes presos e interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça revelaram que os golpistas viajavam periodicamente para Alagoas para executar os golpes. Cada viagem rendia aos executores prêmios fixos entre R$ 2.000 e R$ 3.000, desde que cumprissem a meta mínima de fraudar ao menos duas vítimas por expedição.

No total da operação interestadual, o prejuízo estimado causado aos idosos ultrapassa a marca de R$ 2 milhões.

A Polícia Civil reforça o alerta para que idosos e familiares não permitam o escaneamento facial ou forneçam documentos a desconhecidos em suas residências. Nenhum programa social exige biometria na porta de casa.





Fonte: Alagoas 24h

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