O jovem Mike Douglas da Silva, de 24 anos, foi executado com pelo menos seis tiros de arma de fogo na manhã desta quarta-feira, na região conhecida como Feira do Rato (ou Feira do Passarinho), localizada no Mercado da Produção, em Maceió. A vítima trabalhava no local como carregador e entregador e foi surpreendida pelos…
O jovem Mike Douglas da Silva, de 24 anos, foi executado com pelo menos seis tiros de arma de fogo na manhã desta quarta-feira, na região conhecida como Feira do Rato (ou Feira do Passarinho), localizada no Mercado da Produção, em Maceió.
A vítima trabalhava no local como carregador e entregador e foi surpreendida pelos disparos por volta das 7h, enquanto iniciava sua rotina diária de trabalho. A maioria dos tiros atingiu a cabeça do rapaz, o que impediu qualquer chance de reação ou socorro médico.
As investigações da Polícia Civil de Alagoas ganharam um contorno crítico devido à constatação de que a cena do homicídio foi violada e adulterada antes da realização dos trabalhos periciais. O crime ocorreu por volta das 7h, mas a Polícia Militar só chegou ao local para realizar o isolamento da área às 9h30 — duas horas e meia após o fato. O atraso permitiu que transeuntes e frequentadores transitassem livremente pelo perímetro, cobrissem o corpo e recolhessem evidências cruciais para a perícia.
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O delegado de plantão, José Henrique, responsável pelas primeiras diligências confirmou publicamente que a equipe recebeu registros fotográficos do homicídio exibindo cápsulas deflagradas ao redor do corpo, porém as munições já haviam sido retiradas quando os policiais civis chegaram ao local.
“Embora a perícia ainda esteja fazendo os trabalhos, recebemos uma foto com várias cápsulas de arma de fogo próximas ao corpo. Quando a polícia chegou, essas cápsulas já não estavam mais próximo da vítima. Tudo indica que o local já foi violado pelas pessoas que aqui transitam. Embora seja um local de bastante fluxo de transeuntes, não identificamos ainda nenhuma testemunha e a equipe da Polícia Civil ainda está fazendo os primeiros levantamentos do local de crime”, declarou o delegado.
A Polícia Civil tenta contornar a ausência de câmeras de segurança na região para identificar a autoria e a motivação da execução, que apresenta características de crime encomendado.
O órgão reforça a importância da colaboração da população por meio do Disque Denúncia (181), garantindo o sigilo absoluto das informações enviadas às forças de segurança.



