sexta-feira, outubro 9, 2026
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Corregedoria da PM vai investigar policial por disparo em ato político na porta de universidade federal em SE


Ato político da porta de Universidade Federal de Sergipe termina em correria após suspeita de tiro | Foto: Rede Sociais

A conduta do sargento da Polícia Militar, Manoel Messias do Santos, afastado por suspeita de efetuar disparo de arma de fogo e provocar correria durante um ato político a favor da candidatura do presidente Lula, na porta do campus da Universidade Federal de Sergipe (UFS), na noite desta quinta-feira (8), será apurada pela Corregedoria da…

A conduta do sargento da Polícia Militar, Manoel Messias do Santos, afastado por suspeita de efetuar disparo de arma de fogo e provocar correria durante um ato político a favor da candidatura do presidente Lula, na porta do campus da Universidade Federal de Sergipe (UFS), na noite desta quinta-feira (8), será apurada pela Corregedoria da PM.

“A gente precisa agora ouvir todos os envolvidos e, de forma imparcial e isenta, de acordo com os princípios da administração pública, fazer a apuração dos fatos, e a cada um cabe as consequências dos seus atos de acordo com a legislação”, afirmou o tenente-coronel Allyson Cruz, chefe da comunicação da PM.

Além do procedimento de apuração da PM, a Polícia Civil já está buscando imagens de câmeras de segurança da região e vídeos gravados por testemunhas para esclarecer a dinâmica dos fatos.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram pessoas correndo durante um ato político – os manifestantes usavam roupas vermelhas e em alusão ao PT e ao candidato à reeleição pelo partido. Ninguém ficou ferido. A arma foi policial apreendida. Uma perícia vai fazer exame residuográfico, que serve para detectar resquícios de pólvora, no suspeito.

O ato político havia sido convocado pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE/UFS) para debater políticas públicas estudantis, a participação da juventude no processo eleitoral e a defesa da democracia.

“Todo mundo estava voltando para suas casas e outras pessoas retornando para dentro da universidade. Mas, enquanto a gente fazia esse processo de dispersão, um carro de cor prata parou, começou a discutir com alguns estudantes e fez três disparos para cima. Só tinha esse carro parado […] nenhum estudante estava bloqueando a via, porque já tínhamos finalizado o ato”, explicou o presidente do DCE da UFS, Fábio Henrique de Souza.

Em nota, a SSP e o comando da Polícia Militar reforçaram que não compactuam com desvios de conduta, ilegalidades ou ações que contrariem os princípios que regem a atuação das forças de segurança.

Disparo causa tumulto em ato universitário em Sergipe — Foto: g1Disparo causa tumulto em ato universitário em Sergipe — Foto: g1

A SSP também afirmou que atua para garantir que o processo democrático, especialmente neste segundo turno das eleições, transcorra de forma pacífica, com respeito à liberdade de manifestação e à segurança de todos os cidadãos.

Em nota, a Universidade Federal de Sergipe (UFS) informou que está acompanhando o caso e que está em contato com as autoridades de segurança pública. A instituição ressaltou ainda que repudia qualquer forma de violência ou intimidação, independentemente de orientação política.

Nas redes sociais, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, comentou o ocorrido: “URGENTE! Bolsonarista armado dispara contra manifestação de Lula em Sergipe! Zambelli, Roberto Jefferson e agora o atirador de Sergipe… Esse é o Brasil dos Bolsonaristas”, publicou.

Ato político da porta de Universidade Federal de Sergipe termina em correria após suspeita de tiro — Foto: Redes SociaisAto político da porta de Universidade Federal de Sergipe termina em correria após suspeita de tiro — Foto: Redes Sociais

O advogado-geral da União, Jorge Messias, também usou as redes sociais para se manifestar sobre o caso. “É preciso denunciar, com toda clareza, o que está acontecendo novamente. O Brasil já viveu esse roteiro — e conhece suas consequências. Trata-se de violência política: o mesmo ambiente de radicalização que contribuiu para a morte de pessoas inocentes em 2018 e 2022, alimentou o ‘bangue-bangue’ nas ruas e nas redes sociais e culminou na destruição das sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023 parece estar ganhando força outra vez”, postou.





Fonte: Alagoas 24h

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