quinta-feira, maio 7, 2026
spot_img

Acusado de incendiar apartamento da ex é considerado foragido


O empresário Marcello Gusmão de Aguiar Vitório passou a ser considerado foragido após a decretação de sua prisão preventiva pela Justiça de Alagoas. Investigado por incendiar o apartamento da ex-namorada no bairro da Ponta Verde no ano passado, ele não foi localizado pelas autoridades e atualmente está sem monitoramento eletrônico.

A decisão judicial foi tomada no início desta semana devido ao histórico de violações de medidas protetivas. Dados do sistema judiciário apontam que Marcelo teria se aproximado indevidamente da vítima ao menos 1.449 vezes.

No entanto, o advogado do acusado, Elton Roberto, afirmou em entrevista à TV Pajuçara que mantém contato com o cliente e que aguarda a análise de um pedido de revogação da prisão preventiva. Segundo ele, a decisão judicial precisa de fundamentação adequada. Ainda assim, Marcelo segue sem se apresentar às autoridades.

Enquanto isso, a vítima, Mariana Maia, relata viver sob medo constante e com a sensação de completa vulnerabilidade.

Desde fevereiro, o botão do pânico disponibilizado à vítima foi acionado 1.449 vezes. Na prática, isso significa episódios frequentes de alerta, inclusive durante a madrugada.

O histórico do caso reforça a gravidade da situação. Marcelo é investigado por atear fogo no apartamento da vítima no ano passado e responde por tentativa de homicídio, violência psicológica, dano e incêndio. Ele chegou a ser preso dias após o crime, mas foi liberado cerca de dois meses depois, passando então a ser monitorado eletronicamente.

A defesa, no entanto, sustenta uma versão oposta. Vídeos apresentados no processo indicariam que, em alguns momentos, Marcelo estaria em sua residência enquanto o sistema registrava aproximações. Em outra gravação, Mariana aparece nas proximidades do endereço ligado ao acusado. Para o advogado, isso indicaria que as ativações da tornozeleira ocorreriam por iniciativa da própria vítima.

Essa linha de argumentação é contestada pela defesa de Mariana. A advogada Amanda Fragoso afirma que solicitou diversas diligências ao longo do processo, incluindo relatórios detalhados de monitoramento, e critica falhas no acompanhamento do caso desde a soltura do réu.

ACOMPANHE O ALAGOAS 24 HORAS NO INSTAGRAM

Outro ponto que chama atenção é a mudança de endereço do acusado, que teria passado a residir próximo à vítima, o que, segundo a defesa, explicaria a frequência dos alertas.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública informou que o Centro de Monitoramento Eletrônico envia relatórios diários sobre violações de medidas protetivas no âmbito da Lei Maria da Penha. No entanto, o desaparecimento do sinal da tornozeleira e a atual condição de foragido expõem falhas que vão além de um caso isolado.





Fonte: Alagoas 24h

Leia Também

- Publicidade -spot_img

ÚLTIMAS NOTÍCIAS