terça-feira, maio 26, 2026
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Alagoas reduz homicídios no primeiro quadrimestre do ano


Secretário Flávio Saraiva diz que dados indicam consistência na redução ao longo da série histórica

Alagoas acaba de alcançar o menor índice de homicídios em um primeiro quadrimestre desde o início da sua série histórica de segurança pública. O Núcleo de Estatística e Análise Criminal (Neac) da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) contabilizou 289 Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) entre janeiro e abril deste ano. O número representa…

Alagoas acaba de alcançar o menor índice de homicídios em um primeiro quadrimestre desde o início da sua série histórica de segurança pública. O Núcleo de Estatística e Análise Criminal (Neac) da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) contabilizou 289 Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) entre janeiro e abril deste ano. O número representa uma queda impressionante de 64,6% em comparação com o mesmo período de 2012, quando a violência tirou a vida de 817 pessoas no estado.

Os dados consolidam um planejamento de longo prazo baseado em inteligência e integração das forças policiais. A categoria de CVLIs engloba crimes graves que afetam diretamente a sensação de segurança da população, como homicídios dolosos, feminicídios, lesão corporal seguida de morte e latrocínios.

A trajetória de queda e o recorde de abril

Os novos indicadores mostram que a redução da violência em Alagoas mantém um ritmo constante. No ano passado, o estado atingiu um marco histórico ao registrar, pela primeira vez, menos de mil homicídios anuais (948 casos). Agora, o primeiro quadrimestre mantém essa tendência positiva: a queda foi de 17,2% em relação ao mesmo período do ano anterior (349 casos) e de 62% comparado ao ano mais violento da série, 2013, que somou 761 ocorrências.

O mês de abril isoladamente também quebrou recordes. As forças de segurança registraram 65 CVLIs em todo o território alagoano, o que significa um recuo de 67,3% em relação a abril de 2012 (199 mortes) e de 21,7% na comparação com o ano passado (83 registros).

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O governador Paulo Dantas destacou a consistência dos resultados e projetou a continuidade da tendência positiva.

“Os dados do quadrimestre mostram que estamos no caminho certo. As informações preliminares indicam que o mês de maio está se encaminhando para ser mais um recorde de redução de homicídios, que deve ficar aproximadamente 20%. Isso é resultado de um trabalho integrado, planejado e baseado em inteligência”, afirmou.

Índices em Maceió e Arapiraca

A redução da violência urbana impacta diretamente os dois maiores municípios do estado:

  • Maceió: A capital registrou 107 CVLIs no primeiro quadrimestre, uma redução de 66,1% em comparação com 2012 (316 casos) e de 7% em relação ao ano passado. O mês de abril foi o mais seguro da história da capital para o período, com apenas 25 ocorrências.

  • Arapiraca: O município do Agreste contabilizou 20 CVLIs de janeiro a abril, o que representa uma queda de 69,2% em relação ao seu pior ano (2013, com 65 casos). No mês de abril, a cidade registrou 5 ocorrências.

Para o secretário da Segurança Pública, Flávio Saraiva, os dados indicam consistência na redução ao longo da série histórica e permitem acompanhar, com base empírica, o comportamento da violência letal no estado.

“Os dados mostram uma redução sustentada ao longo dos anos, com recuo relevante tanto na comparação histórica quanto no curto prazo. Esse acompanhamento permite ajustar o emprego do efetivo, priorizar áreas críticas e orientar as operações com base em evidências”, afirmou Saraiva.

Feminicídio zero em abril

Um dos dados mais expressivos do balanço aponta que o mês de abril encerrou sem nenhum registro de feminicídio em Alagoas. O indicador demonstra a eficácia da ampliação da rede de proteção e do acolhimento especializado às vítimas de violência doméstica.

Apesar do resultado histórico e comemorável, a liderança da segurança pública reforça que o trabalho de conscientização e monitoramento não pode parar.

Segundo o secretário, as ações voltadas à proteção das mulheres seguem em expansão, com ampliação da capacidade de atendimento e integração dos serviços especializados.

“A ausência de registros no mês não altera a necessidade de manutenção das políticas específicas. O foco permanece na prevenção, no acompanhamento das vítimas e na resposta rápida às ocorrências, com atuação integrada da rede de proteção”, destacou.





Fonte: Alagoas 24h

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