Alagoas reduziu em 68,4% a derrubada de sua vegetação nativa ao longo de 2025. Os dados constam no Relatório Anual do Desmatamento no Brasil (RAD2025), divulgado pela plataforma MapBiomas, e colocam o estado com um dos maiores recuos proporcionais do país no período. A queda expressiva reflete o fortalecimento das ações de fiscalização, o uso…
Alagoas reduziu em 68,4% a derrubada de sua vegetação nativa ao longo de 2025. Os dados constam no Relatório Anual do Desmatamento no Brasil (RAD2025), divulgado pela plataforma MapBiomas, e colocam o estado com um dos maiores recuos proporcionais do país no período. A queda expressiva reflete o fortalecimento das ações de fiscalização, o uso de monitoramento por satélite e o rigor nas autorizações de supressão vegetal conduzidas pelo Instituto do Meio Ambiente (IMA-AL).
O levantamento aponta que o estado perdeu 871 hectares de vegetação nativa no último ano — área equivalente a cerca de 1.220 campos de futebol. Apesar do número, o território alagoano responde por apenas 0,1% de toda a área desmatada no Brasil, que somou 984.794 hectares. Esta é a primeira vez desde 2019 que o país consegue registrar uma perda anual inferior a 1 milhão de hectares.
Com o resultado, Alagoas garantiu a 20ª posição no ranking nacional do desmatamento, figurando como o 8º estado que menos devastou suas florestas. De acordo com o IMA-AL, os focos de supressão vegetal remanescentes concentram-se em Unidades de Conservação (UCs) de uso sustentável, como as Áreas de Proteção Ambiental (APAs), que abrigam propriedades privadas nos biomas da Caatinga e da Mata Atlântica.
O coordenador de Geoprocessamento do IMA-AL, Daniel da Conceição, explica que o órgão analisa detalhadamente os chamados “vetores de pressão” para identificar as causas da perda de vegetação.
“Durante o processo de validação e refinamento dos alertas, é realizada uma análise com base na observação da área desmatada e seu entorno. A agropecuária segue como o principal vetor de pressão, refletindo a realidade do nosso estado”, afirma Conceição.
Tecnologia e Inteligência de Campo
A guinada histórica nos índices de preservação decorre da modernização do combate aos crimes ambientais. O cruzamento de bancos de dados com imagens de satélite em alta resolução deu mais agilidade ao IMA-AL, permitindo flagrar invasões rapidamente e enviar equipes de campo de forma cirúrgica. Além disso, o controle sobre o licenciamento ambiental garantiu que as atividades rurais legais ocorressem sob rígidos critérios técnicos.
Para o diretor-presidente do IMA-AL, Gustavo Lopes, o balanço consolida um modelo de desenvolvimento que respeita o patrimônio natural. “Esses dados mostram que estamos avançando no combate ao desmatamento. Isso demonstra como as ações de fiscalização, monitoramento, educação ambiental e licenciamento, realizados de forma responsável, têm contribuído para a preservação dos nossos recursos naturais”, celebrou Lopes.



