sábado, junho 27, 2026
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Aliado de Flávio pedirá aos EUA para substituir tarifa por Magnitsky


Aliado de Flávio pedirá aos EUA para substituir tarifaço por Lei Magnitsky | Foto: Agência Senado

O empresário Paulo Figueiredo, aliado do senador e pré-candidato à Presidência pelo PL Flávio Bolsonaro, quer propor aos Estados Unidos substituir a imposição das tarifas de 25% sobre produtos brasileiros por uma nova aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), e outras autoridades brasileiras. LEIA MAIS NOTÍCIAS…

O empresário Paulo Figueiredo, aliado do senador e pré-candidato à Presidência pelo PL Flávio Bolsonaro, quer propor aos Estados Unidos substituir a imposição das tarifas de 25% sobre produtos brasileiros por uma nova aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), e outras autoridades brasileiras.

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Assim como Flávio, Figueiredo se inscreveu para falar na audiência pública do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) sobre a proposta de tarifas. A sessão está prevista para 6 de julho, em Washington. O prazo para adoção ou não das medidas contra o Brasil termina no dia 15.

No documento de inscrição ao qual a CNN teve acesso, o conselheiro de Flávio para assuntos internacionais antecipa que defenderá a suspensão do tarifaço e a ampliação de sanções individuais contra as autoridades que considera responsáveis pelas práticas investigadas pelos Estados Unidos.

Figueiredo argumenta que as tarifas de 25% “atingem o alvo errado” ao penalizar exportadores brasileiros, consumidores americanos e brasileiros que, segundo ele, foram vítimas das medidas de censura atribuídas a Moraes e ao atual governo. Na avaliação do empresário, a sobretaxa não alcança os responsáveis e ainda favorece politicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição.

Segundo Figueiredo, o governo petista transforma o embate com Washington em um discurso de defesa da soberania nacional e, ao mesmo tempo, reforça a aproximação do Brasil com a China e o Brics.

Como alternativa ao tarifaço, Figueiredo pede que os Estados Unidos ampliem o uso de sanções direcionadas. Ele cita a Lei Magnitsky e as restrições de visto previstas na legislação americana como instrumentos capazes de atingir “as autoridades responsáveis e seus familiares”, em vez de impor custos à economia brasileira.

O empresário afirma ainda que o Departamento do Tesouro já aplicou sanções da Lei Magnitsky contra Moraes, sua esposa e a empresa patrimonial da família, além de restrições de visto impostas pelo Departamento de Estado. Na avaliação dele, essas medidas deveriam ser retomadas e ampliadas em substituição ao tarifaço.

Figueiredo sustenta ainda que impor a tarifa às vésperas da eleição presidencial brasileira daria uma “vantagem decisiva” às autoridades responsáveis pelas práticas investigadas, ao fortalecer a narrativa nacionalista do governo Lula.

Como mostrou a CNN, Flávio Bolsonaro deve usar a audiência para falar contra a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros e a qualquer medida contra o Pix, além de defender uma solução negociada.

Em carta ao senador, divulgada nesta sexta-feira (26), o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, reforçou a posição norte-americana em defesa da aplicação de tarifas sobre importações de produtos brasileiros.

No início de junho, Flávio enviou uma carta a Rubio pedindo que o governo Trump poupe o Brasil da nova proposta de tarifaço.

A CNN mostrou também que o Palácio do Planalto avalia que o secretário de Estado dos Estados Unidos tenta “legitimar” Flávio como principal interlocutor do Brasil na negociação do tarifaço.

Diplomatas ouvidos pela CNN acreditam que Flávio teria se inscrito para participar de audiência pública em Washington, no próximo dia 6, como parte desse esforço. Na ocasião, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) vai abordar o tarifaço imposto ao Brasil.





Fonte: Alagoas 24h

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