Asteroide recém-descoberto fará rasante histórico pela Terra | Foto: Freepik
Olhar para o céu noturno costuma trazer uma sensação de paz e imensidão, mas a vastidão do espaço esconde segredos que se movem silenciosamente em nossa direção. A vigilância constante de astrônomos ao redor do mundo revela que o cosmos é muito mais dinâmico do que aparenta, com rochas espaciais cruzando caminhos orbitais de forma…
Olhar para o céu noturno costuma trazer uma sensação de paz e imensidão, mas a vastidão do espaço esconde segredos que se movem silenciosamente em nossa direção. A vigilância constante de astrônomos ao redor do mundo revela que o cosmos é muito mais dinâmico do que aparenta, com rochas espaciais cruzando caminhos orbitais de forma rara e surpreendente. Um asteroide recém-identificado deve passar muito próximo da Terra nesta segunda-feira, atraindo a atenção de agências espaciais.
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O QUE ACONTECEU
O objeto, chamado 2026 JH2, foi descoberto há poucos dias e passará a cerca de 90 mil quilômetros da Terra, o que equivale a um quarto da distância entre o nosso planeta e a Lua. Com diâmetro estimado entre 16 e 36 metros, o asteroide tem o tamanho comparável a um ônibus ou um prédio pequeno e se desloca em alta velocidade.
APROXIMAÇÃO É CONSIDERADA RARA
Passagens tão próximas em intervalos curtos são incomuns para asteroides conhecidos. Mark Norris falou sobre a proximidade do objeto. “Em termos astronômicos, é o mais próximo que se pode chegar sem atingir”, afirmou Norris. Mark Norris comentou sobre os danos potenciais. “É o tipo de coisa que destruiria uma cidade de forma bastante eficiente, se atingisse”, afirmou Norris. Apesar do alerta, especialistas garantem que não existe risco de colisão nesta oportunidade.
ASTEROIDE LEMBRA EVENTO QUE ASSUSTOU A RÚSSIA
O 2026 JH2 é comparado ao meteoro que explodiu em Chelyabinsk, na Rússia, em 2013, causando danos em construções e ferindo mais de 1.500 pessoas. Richard Moissl falou sobre as semelhanças entre os eventos. “Eventual colisão do 2026 JH2 poderia provocar um evento comparável ao meteoro de Chelyabinsk, que explodiu sobre a Rússia em 2013”, afirmou Moissl. Mark Burchell explicou a dificuldade de detecção desses corpos celestes. “Asteroides menores, como o 2026 JH2, são difíceis de detectar porque não refletem luz suficiente”, afirmou Burchell.
COMO ASSISTIR?
Embora não seja visível a olho nu, o asteroide poderá ser observado com telescópios potentes no hemisfério norte. O Virtual Telescope Project realizará uma transmissão ao vivo diretamente da Itália para mostrar o deslocamento em tempo real. O objeto é classificado pela Nasa como classe Apollo, categoria de asteroides cujas órbitas cruzam o caminho da Terra ao redor do Sol.



