A aplicação das provas do concurso público da Prefeitura de Colônia Leopoldina e do Instituto de Previdência dos Servidores Municipais (Coloniaprev), realizada neste domingo (12), foi marcada por grande confusão, atrasos e revolta de candidatos. O caso foi parar na delegacia, com diversos concorrentes registrando Boletins de Ocorrência (BO) no Centro Integrado de Segurança Pública…
A aplicação das provas do concurso público da Prefeitura de Colônia Leopoldina e do Instituto de Previdência dos Servidores Municipais (Coloniaprev), realizada neste domingo (12), foi marcada por grande confusão, atrasos e revolta de candidatos. O caso foi parar na delegacia, com diversos concorrentes registrando Boletins de Ocorrência (BO) no Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) do município vizinho de Novo Lino.
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Candidatos relatam ao Alagoas24Horas que, em alguns locais de prova, os exames do horário da tarde, previstos para iniciar às 13h30, só foram entregues por volta das 15h. Além do atraso, há denúncias de que cadernos de questões foram entregues trocados (com cargos diferentes dos inscritos) e de que folhas de respostas (gabaritos) chegaram completamente em branco — obrigando os estudantes a preencherem seus dados pessoais de forma manual. Descontentes com a desorganização e com o tratamento considerado ríspido por parte dos fiscais, dezenas de candidatos se recusaram a realizar o exame.
“Uma negação esse concurso. Esperamos das 13h30 até as 15h para o pessoal chegar com a história de que as provas estavam em São José da Laje e não tinha transporte. Queriam que fizéssemos prova reserva preenchendo o gabarito manualmente, enquanto em outras salas os gabaritos vieram impressos normal”, desabafou um participante em redes sociais.
Versão da organizadora: Instituto IACP fala em normalidade e “tumulto político”
Em nota oficial enviada à redação, o Instituto IACP, banca responsável pela organização do certame, contestou a gravidade dos relatos e afirmou que o processo transcorreu em “total clima de normalidade”. O concurso reuniu 6.038 inscritos para a Prefeitura e outros 200 candidatos para o Coloniaprev, registrando uma abstenção total de 886 faltosos.
A empresa admitiu, contudo, que houve um problema na Escola Reginaldo Silva Barros, local de aplicação das provas do Coloniaprev. De acordo com a banca:
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Troca de Malotes: O malote contendo as provas originais para o cargo de Auxiliar de Serviços Gerais foi enviado por equívoco para a cidade de São José da Laje.
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Atraso: A organização estima que o atraso para o início foi de “pouco menos de 20 minutos”.
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Uso de Prova Reserva: Diante do erro, a coordenação acionou e abriu os malotes de “provas reservas” para suprir a demanda, estendendo o tempo de prova proporcionalmente ao atraso, conforme previsão em edital.

Ainda segundo o Instituto IACP, a confusão generalizada foi incitada por interferência externa.
“Alguns candidatos, possivelmente motivados por ingerência política, tentaram persuadir vários candidatos a não fazerem a prova com o intuito de tumultuar os trabalhos”, declarou a diretoria da organizadora em nota.
A banca detalhou que a recusa formal de fazer a prova ocorreu de forma “precipitada” por apenas 26 candidatos da sala 10, de um total de 98 inscritos para a função de Serviços Gerais.
A reportagem entrou em contato com a Assessoria de Comunicação do Município de Colônia Leopoldina para solicitar um posicionamento sobre as denúncias e possíveis medidas de fiscalização, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.



