quinta-feira, setembro 17, 2026
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Cantora trans afirma que é possível ter prazer: ‘Orgasmo intenso’


Foto: Reprodução/Instagram

A cantora trans portuguesa Patrícia Ribeiro, de 44 anos, afirma que é possível sentir prazer sexual após a cirurgia de redesignação sexual. Há duas décadas, ela foi a primeira mulher trans a realizar o procedimento pelo Serviço Nacional de Saúde de Portugal, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, com o médico João Décio Ferreira….

A cantora trans portuguesa Patrícia Ribeiro, de 44 anos, afirma que é possível sentir prazer sexual após a cirurgia de redesignação sexual. Há duas décadas, ela foi a primeira mulher trans a realizar o procedimento pelo Serviço Nacional de Saúde de Portugal, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, com o médico João Décio Ferreira.

Patrícia conta que a cirurgia durou mais de dez horas e que permaneceu internada por quase dois meses. O período de recuperação, segundo ela, também foi marcado por dores e complicações.

“Há duas décadas atrás fui a primeira mulher transgênero a realizar a cirurgia de redesignação de sexo em Portugal no Serviço Nacional de Saúde, em Lisboa, no Hospital de Santa Maria, pelo Dr. João Décio Ferreira”, conta.

“Foi uma cirurgia bem dolorosa. Foram mais de 10 horas de cirurgia e fiquei internada quase dois meses”, relata.

Após o procedimento, Patrícia precisou passar por um longo processo de recuperação, que incluiu o uso de dilatadores de diferentes tamanhos. Ela também teve complicações no canal vaginal e precisou ser submetida a uma nova cirurgia para corrigir o problema.

“E infelizmente após a cirurgia é necessário passar por todo um processo doloroso com vários dilatadores de diversos tamanhos, e eu tive algumas complicações no meu canal vaginal e tive que fazer uma correção através de uma nova intervenção cirúrgica”, afirma.

Segundo a cantora, a recuperação completa levou cerca de um ano. Foi depois desse período que ela teve sua primeira experiência de orgasmo após a cirurgia.

“E aí sim, após praticamente um ano, consegui libertar-me por completo do corpo aprisionado e tive o meu primeiro orgasmo muito intenso. E tudo é uma descoberta, e uma nova forma de prazer”, diz.

Patrícia também aproveitou o relato para rebater a ideia de que mulheres trans não podem sentir prazer após a cirurgia.

“E para muita gente que desconhece e fala que nós mulheres trans não temos prazer, é um mito. Tenho prazer e o meu orgasmo é muito intenso. É um prazer maravilhoso e eu sinto completamente realizada”, afirma.





Fonte: Alagoas 24h

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