Endrick, Rayan e outros brasileiros são indicados ao Golden Boy | Foto: Richard Callis/Getty Images
Das críticas recebidas por Carlo Ancelotti pela estreia ruim da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, as relacionadas ao time titular escolhido para enfrentar Marrocos foram as mais altas. Por quem esteve em campo e, sobretudo, pelos que sequer saíram do banco de reservas. Endrick puxa a fila do segundo grupo. Autor do gol da…
Das críticas recebidas por Carlo Ancelotti pela estreia ruim da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, as relacionadas ao time titular escolhido para enfrentar Marrocos foram as mais altas. Por quem esteve em campo e, sobretudo, pelos que sequer saíram do banco de reservas.
Endrick puxa a fila do segundo grupo. Autor do gol da vitória sobre o Egito, no último amistoso antes do Mundial, o atacante passou grande parte da etapa final em aquecimento, mas acabou preterido por Matheus Cunha e Luiz Henrique. Algo que para muitos soa injusto, mas que é algo natural se visto o histórico do jovem com Ancelotti.
O garoto revelado pelo Palmeiras chegou à Europa direto no Real Madrid e teve imensa dificuldade para ganhar chance com Ancelotti. Na temporada 2024/25, a única em que trabalhou com o técnico, o brasileiro jogou apenas 847 minutos em 37 jogos, uma média de quase 23 minutos por partida. É o mesmo que dizer que Endrick era reserva e entrava somente no fim.
O atacante jogou menos, por exemplo, que nomes que passaram parte da temporada machucados, como o lateral Dani Carvajal (878 minutos) e o zagueiro Éder Militão (1.311 minutos). Quem também ficou mais tempo que Endrick em campo naquela época foi Andriy Lunin, goleiro reserva, mas com 1.320 minutos jogados.
“Se você quer estar no Real Madrid é comum ficar um pouco no banco”, chegou a declarar o italiano, em março de 2025, meses antes de deixar o Santiago Bernabéu e assumir a Seleção Brasileira.
Ancelotti demorou a dar chance a Endrick no Brasil, mas manteve o padrão do Real Madrid. Levantamento do DataESPN, departamento de estatística e pesquisa da ESPN, aponta que, de todos os atacantes que o italiano convocou, Endrick sequer entra no top 10 com mais minutos.
Ele aparece atrás de praticamente todos que estão na Copa (Vinicius Jr., Matheus Cunha, Raphinha, Luiz Henrique, Gabriel Martinelli e Igor Thiago) e até de outros que não jogam há tempos, como por exemplo Estêvão, Rodrygo e mesmo Richarlison.
Endrick tem 104 minutos distribuídos em três jogos pelo Brasil de Ancelotti. O tempo em campo só é superior a cinco atacantes: Samuel Lino, Rayan, Vitor Roque, Kaio Jorge e Igor Jesus (veja os minutos mais abaixo).
A justificativa principal é que o jovem de 19 anos está atrás na fila de preferências de Ancelotti. Igor Thiago foi titular na estreia, Matheus Cunha é até candidato a retornar ao time, enquanto Endrick surge como terceira opção. Ele também poderia ser escalado mais como ponta pela direita, mas encararia a concorrência de Lucas Paquetá, Luiz Henrique e Rayan.
O cenário pode até mudar, mas, neste momento, não parece provável. Endrick terá que esperar um pouco mais para mostrar serviço na Seleção Brasileira. Não deu tempo de fazê-lo no Real Madrid com Ancelotti. E agora?
Veja os minutos de todos os atacantes convocados por Ancelotti na Seleção:
- Vinicius Jr. – 820 minutos em 11 jogos
- Matheus Cunha – 594 minutos em 11 jogos
- Raphinha – 449 minutos em 7 jogos
- Luiz Henrique – 417 minutos em 10 jogos
- Estêvão – 417 minutos em 7 jogos
- Martinelli – 348 minutos em 7 jogos
- Rodrygo – 285 minutos em 4 jogos
- João Pedro – 220 minutos em 5 jogos
- Igor Thiago – 194 minutos em 5 jogos
- Richarlison – 174 minutos em 6 jogos
- Endrick – 104 minutos em 3 jogos
- Samuel Lino – 61 minutos em 1 jogo
- Rayan – 59 minutos em 2 jogos
- Vitor Roque – 45 minutos em 1 jogo
- Kaio Jorge – 19 minutos em 1 jogo
- Igor Jesus – 10 minutos em 1 jogo



